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RIO DE JANEIRO

Cacau: “A herança maldita que Paes quer que esqueçamos é o golpismo e as reformas”

sexta-feira 1º de janeiro| Edição do dia

Depois de eleições marcadas pelo triunfo do golpismo institucional com a manutenção das disputas entre a direita e a extrema direita, e o fortalecimento dos partidos do mal chamado "Centrão", hoje diversos prefeitos e vereadores assumem hoje seus cargos para os próximos 4 anos à frente de diversas cidades em todo país.

Em seu discurso na cerimônia na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, o prefeito eleito Eduardo Paes declarou que: “Não ficaremos olhando para trás e reclamando de herança maldita. Queremos avançar e enfrentar os problemas, e não perder o rumo com eles. [...] Nunca na história do Rio de Janeiro um prefeito recebeu uma herança tão perversa”.

Sobre essa declaração, Carolina Cacau, professora estadual e fundadora do Quilombo Vermelho declarou que:

“Paes não quer que reclamemos da “herança maldita” deixada por Crivella, porque em seu governo pretende dar continuidade a todos os projetos do golpismo institucional do qual seu partido, o Democratas, foi um pilar central. Um projeto racista e contra a classe trabalhadora que levou a ascensão da extrema direita bolsonarista, que implementou as nefastas reformas, onde Rodrigo Maia foi um ator central. A herança maldita que ele cita cinicamente como legado de Crivella é uma herança da qual o Democratas e o próprio Eduardo Paes foram parte de construir. O projeto de Paes longe de ser alguma ponte de apoio da luta antirracista é na verdade o seguimento do projeto golpista que afeta principalmente nós negras e negros, os trabalhadores e o povo pobre. Nossa luta contra esse legado é confiando apenas nas nossas forças de forma independente, contra Bolsonaro e seus capachos, sem nenhuma ilusão nos partidos e nas instituições golpistas. Não esquecemos do golpe da qual o assassinato de Marielle segue como uma ferida aberta. Esse ano, as consequências da crise capitalista intensificadas pela pandemia da Covid-19 vão continuar mostrando como esse sistema só reversa miséria, fome e desesperança para a população. Mas é inspirados na força da luta negra que explodiu nos EUA e contagiou o mundo e na maré verde que arrancou a legalização do direito ao aborto na Argentina, que vamos batalhar para unir a nossa classe, para lutar contra os racistas declarados como Bolsonaro e contra políticos que como Paes, tentam roubar nossa para institucionaliza de forma impotente tirando toda radicalidade e questionamento que carregamos.”




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