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FORA BOLSONARO E MOURÃO | CPI da Covid: a real oposição à Bolsonaro só pode vir da independência política da nossa classe

A Comissão do Legislativo aberta no dia de hoje, na casa antidemocrática que é o Senado, vai investigar a crise da covid no Brasil. Saída institucional para atores do regime tem a intenção de desgastar Bolsonaro e militares em detrimento do Centrão e STF, mas sem perder de vista os novos ataques aos trabalhadores.

Calvin de OliveiraEstudante de Geografia da UFF - Niterói

terça-feira 27 de abril | Edição do dia

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Com a primeira sessão aberta no dia de hoje (27), a comissão parlamentar de inquérito sobre a crise da covid-19 no Brasil começa no Senado, de acordo com senadores, objetivo da investigação que dura 90 dias na casa, é apurar a gestão da pandemia no país. Esta CPI é fruto dos atritos entre alas do regime desde o ápice das mortes no Brasil há 1 mês, com 4000 mortes diárias.

Em 131 dias, houveram mais mortes do que no ano de 2020 inteiro pela doença fruto do novo coronavírus. Diante desse fato se desenvolvem absurdos, com a desculpa da luta pela vida, como o pedido de impeachment que reúne desde PSL, PSDB, PT, PSOL e PSTU. A CPI da covid no Senado, junto com os fatos mais recentes que envolvem a aparente crise de setores militares com o governo, para escapar dos custos da crise pandemia, expõe desgaste de Bolsonaro e como está cada vez mais nas mãos do Centrão. O objetivo da investigação, não seria assim investigar profundamente a pandemia no Brasil, mas fortalecer o Congresso e em certa medida o STF dentro do regime, lhes garantindo maior legitimidade frente à população e nutrindo saídas institucionais.

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Assim, com um certo de aspecto de manobra, deputados, senadores e juízes tentam se apresentar como se não tivessem responsabilidade nas quase 400 mil mortes do país, além do ritmo de vacinação, da fome, do desemprego. Além de não tocarem nas responsabilidades do agronegócio e dos empresários que sustentam o regime.

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O impeachment, se apresenta como uma continuação, ou contra cara desse mesmo processo da CPI - varia o setor que o agita obviamente. Mas compartilham de uma resolução em saídas por dentro desse regime podre. Além de fortalecer o Centrão, o impeachment que aparenta desgastar Bolsonaro, também prepara a estratégia de esperar 2022, como se depois desse ano os problemas do país estivessem resolvidos.

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O conjunto do regime é responsável por quase 400 mil mortes, pela estabilização de 2000 mortes diárias. Empresários como da BTG ou CNN, governadores, juízes, deputados ainda que com suas diferenças de retórica. Aprovam reformas e mais ataques, além de nenhuma medida séria contra a pandemia. Uma saída, que seja, aí sim, realista é questionar tal regime de conjunto, levantando um programa de independência da classe trabalhadora, que se enfrente com a pandemia mas com os problemas sociais da realidade brasileira.

Um programa que levante um isolamento racional e seletivo, com contaminados e suspeitos, além do direito ao isolamento às atividades não-essenciais, proibindo as demissões e por um auxílio de no mínimo um salário mínimo, que anule as reformas e a de Lei de Segurança Nacional, herdada da ditadura, que mantém as bases dos atos repressivos do governo contra opositores. Avançando para discutir da forma mais democrática no capitalismo, por meio de uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, batalhando por um governo de trabalhadores.

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