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Conferência do Clima | COP26: mais promessas vazias dos capitalistas

Repetindo as edições anteriores, mais uma vez os países participantes irão discutir que não cumpriram as metas anteriores.

sábado 6 de novembro | Edição do dia

Desde que o tema do clima começou a ser discutido no mundo capitalista, por volta da década de 70 e 80, várias conferências entre os líderes das potências e acordos climáticos foram feitos, mais notavelmente o Protocolo de Quioto e o Acordo de Paris. E toda conferência é a mesma coisa: as emissões de gás carbônico continuam subindo e a temperatura também. E com isso as mudanças climáticas tendem a se acentuar. Digo aqui mundo capitalista pois na década de 20 os cientistas soviéticos já discutiam o tema, como detalhamos aqui.

Portanto, essas conferências servem apenas para dar uma “resposta” aos anseios da sociedade, sem fazer grandes mudanças. E de quebra implementar mecanismos imperialistas como o crédito de carbono, onde os países imperialistas compram o direito de poluir e também funciona como forma de retardar o desenvolvimento dos países subdesenvolvidos.

Prova disso é que, apesar dos acordos, o que se nota é que mais da metade das emissões de carbono na atmosfera nos últimos 270 anos se deu nos últimos 30. Além disso, os últimos 7 anos foram os mais quentes já registrados.

A COP26 mantém a mesma dinâmica. Além de cenas absurdas como o governo Bolsonaro prometendo zerar o desmatamento, temos grandes países prometendo também acabar com o desmatamento, diminuir drasticamente as emissões e investimentos maciços em tecnologia limpas. Nada muito diferente que das outras vezes, que não cumpriram.

Isso não se dá à toa. Do ponto de vista técnico, seria perfeitamente possível diminuir as emissões e frear o aquecimento global. No entanto, é impossível pensar isso dentro da irracionalidade capitalista, num sistema que, para dar lucro, é necessário estar sempre crescendo e diminuindo os custos. Por outro lado, o estabelecimento de empresas gigantescas monopolistas nos ramos “sujos” faz com que essas boicoitem todo tipo de iniciativa no sentido de tecnologias mais limpas.

Por isso que frente os trabalhadores e a juventude não podem depositar sua confiança nos acordos entre as potências. Apenas a mobilização e organização desses setores podem barrar a catástrofe climática.




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