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UFRGS | CONSUN aprova o uso de notas anteriores do ENEM e vestibular para ingresso em 2021/01

sexta-feira 23 de abril | Edição do dia

Foto: Gustavo Diehl/UFRGS

Serão ofertadas 3.980 vagas anteriormente reservadas ao processo vestibular para o semestre de 2021/01. O processo de cálculo da nota será feito a partir do CPF de cada candidato inscrito, onde a UFRGS irá coletar as notas disponíveis e fará o recálculo para identificar o melhor conceito de cada candidato, desconsiderando eventuais ausências, desqualificações pela falta de nota mínima ou inexistência de notas em algum ano, a fim de não prejudicar ainda mais os candidato. No caso do Enem, seguirá o mesmo índice mínimo de 450 pontos nas provas objetivas e 500 na redação.

Segundo a instituição, para garantir ao menos uma modalidade de ingresso aos candidatos sem nenhuma nota anterior de Enem ou Vestibular, a reitoria da UFRGS reservou o prazo de cinco meses de antecedência mínima do início do semestre para a divulgação do edital do Processo Seletivo do Concurso Vestibular presencial para o ingresso em 2021/02, avaliando as possibilidades de aplicação presencial conforme o avanço da pandemia. Caso impossibilitada a aplicação, o processo de ingresso será o mesmo que o de 2021/01. Em casos específicos de cursos com ingresso apenas no primeiro semestre, haverá a possibilidade de redistribuição das vagas em dois semestres subsequentes. Em cursos com prova de habilitação específica, como no curso de Música, foi confirmada a realização da prova de forma virtual, assim como a possibilidade de utilização de aprovação em anos anteriores no mesmo período já estipulado, nos Vestibulares de 2017 a 2020.

Foram meses e meses sem uma resposta concreta sobre qual seriam as condições para ingresso dos alunos na universidade, assim como as definições para o começo do semestre de 2021/01, o que ainda segue em discussão, afetando brutalmente na vida de milhares de estudantes e no orçamento da universidade. Essa decisão em relação ao ingresso responde a uma incógnita que vinha se arrastando por responsabilidade do interventor, que focado em ser corrente de transmissão do autoritarismo de Bolsonaro na universidade, ignorou as discussões sobre a forma de ingresso. É preciso ter claro de que mesmo que não haja vestibular esse ano, o processo de entrada na universidade será excludente, assim como seria se houvesse vestibular já que este na verdade é um filtro social que impede com que a maioria dos filhos da população trabalhadora possam adentrar a universidade. É nesse marco que, em meio a pandemia e os estrondosos números de mortes, se faz ainda mais necessário lutar para que toda a juventude tenha acesso ao ensino superior, defendendo o fim do vestibular e enfrentando os tubarões do ensino com a estatização das universidades privadas.

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