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CNI e Febraban, patronais da indústria e dos bancos, pressionam pelas reformas contra os trabalhadores

Representantes das patronais da indústria e dos bancos deram declarações cobrando do Congresso a retoma da agenda de reformas, a administrativa e a tributária, para seguir descontando a crise sob os trabalhadores.

terça-feira 8 de dezembro de 2020| Edição do dia

Em evento promovido pelo Instituto de Estudos Jurídicos Aplicados (Ieja), o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, disse que a expectativa do setor para o próximo ano é positiva, mas é preciso "passos seguros" para a recuperação cobrando os ataques por parte do governo para seguir descontando a crise sob os trabalhadores.

"Precisamos do Congresso Nacional, de uma reforma tributária clara e consciente. Nossos impostos são perversos, nosso sistema tributário é incompreensível. Precisamos de reforma administrativa e de ter segurança no ajuste fiscal", afirmou Andrade.

Em relação aos bilhões garantidos pelas desonerações fiscais aos empresários, o representante das indústrias nada disse, mas fez questão de cobrar também a reforma administrativa, que atacará o salários dos funcionários públicos, precarizando os serviços de toda a população.

O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, disse que a ação coordenada do poder público e do setor privado evitou que 2020 fosse tão ruim economicamente quanto as previsões iniciais. "Serão importantíssimas as reformas, em especial as que procuram destravar investimentos e aumentar produtividade", completou.

Ele disse ainda que o maior risco para o País segue sendo dinâmica da divida publica, inserindo na conversa a verdadeira fonte de preocupação dos banqueiros, ter assegurado o saque do orçamento público, através do religioso pagamento dessa dívida ilegal, ilegítima e fraudulenta.




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