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EXPLORAÇÃO | CEO da Azul chama exploração de trabalho sem salário de “amor à empresa”

Em conferencia, o estadunidense John Rodgerson ao falar sobre o setor da aviação, citou ainda que a empresa teve uma recuperação e cita caixa de 4bi, enquanto romantiza que trabalhadores da companhia trabalharam, pelo menos, um mês sem receber salário durante 2020.

sábado 13 de março | Edição do dia

Na ultima quinta-feira, em uma live para a revista InfoMoney, John Rodgerson e Alex Malfitani, CEO e CFO (diretor financeiro) respectivamente, falaram sobre a companhia aérea Azul e sobre as finanças durante a pandemia. Na entrevista, o CEO conta como conseguiu preservar o caixa da empresa, mesmo em meio aos impactos da pandemia da Covid-19. Mas o preço desse equilíbrio fiscal mágico da empresa, foi pago com o suor da exploração gratuita de 11.716 funcionários que trabalharam, segundo as palavras do próprio, "pelo menos um mês sem receber salário”. O que o mesmo não diz é que simplesmente dezenas de milhares funcionários só resolveram seguir trabalhando por medo de perderem seus empregos durante uma violenta pandemia, enquanto eram constantemente ameaçados de demissão em plena crise sanitária, tudo isso para preservar o lucro do empresariado da companhia.

O empresário ainda romantiza a situação ultra precária dos funcionários que foram coagidos a trabalhar sem salário citando: “Nós somos uma empresa de pessoas e o que mostra isso é, eu até vou chorar ao falar isso, o fato de que 11.716 colaboradores no ano passado levantaram a mão e se voluntariaram a ficar pelo menos um mês sem receber salário. Incrível. Isso mostra o amor que eles têm pela nossa empresa”

De maneira cínica, o empresário tenta tornar a miséria dos funcionários em algo emocionante, enquanto recolhe os lucros do sacrifício dos trabalhadores que tiveram sua renda comprometida em meio à uma crise sanitária.

Assim se mostra mais um exemplo do que a burguesia é capaz e de como a ideologia burguesa tenta tornar palatável belo as piores condições de trabalho que se possa imputar aos trabalhadores para que se possa lucrar mais, ou salvar os lucros dos capitalistas enquanto o povo sofre. Tudo isso, potencializado pelo governo Bolsonaro e suas medidas durante a pandemia que com a escusa de manter os empregos, autorizou justamente as demissões em massa, no momento mais vulnerável do país, fazendo a alegria dos empresários que tratam os trabalhadores como descartáveis, a depender da margem de seus lucros.




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