Juventude

CAs da USP convidam para reunião aberta: Como os estudantes podem apoiar a luta dos entregadores de APPs?

Somos estudantes do Centro Acadêmico da Letras (CAELL) e do Centro Acadêmico da Faculdade de Educação (CAPPF), das gestões Pulso Latino e Pra Poder Contra-Atacar, respectivamente. Convidamos a todos os estudantes, de todas as faculdades, demais Centros Acadêmicos, especialmente aqueles que são dirigidos por partidos de esquerda como PSOL, coletivos negros, feministas e LGBTs, movimentos políticos e sociais a construir uma reunião aberta nesta sexta-feira, 24 de julho, às 18h para refletirmos nosso papel e como podemos apoiar este movimento.

quarta-feira 22 de julho| Edição do dia

A pandemia já está se estendendo por mais de 4 meses, já contaminou mais de 2 milhões de brasileiros, levando à morte mais de 80 mil. Em meio ao governo Bolsonaro, seu negacionismo e reacionarismo neoliberal, os trabalhadores estão sendo obrigados a pagar com suas vidas esta crise não só sanitária, mas também econômica e social. Durante estes mais de 4 meses, se estendeu também o desemprego, cortes de salários e contrato, piora nas condições de vida e de trabalho, a precarização.

Entre os trabalhos mais precários, aumentou o número de jovens, recorrendo aos aplicativos e trabalhando como entregadores. Nos últimos meses, estes entregadores de APPs não abaixaram a cabeça e vêm se movimentando por melhores condições de trabalho, organizando paralisações nacionais, recebendo atenção e apoio da população.

E como podemos apoiar esta luta dos entregadores de aplicativo?

Nós somos estudantes universitários, de um dos principais centro de pesquisa, ensino e conhecimento do país, a Universidade de São Paulo. Mas que a reitoria se orgulha fazer parte da restruturação produtiva, da uberização da força de trabalho e inclusive de ser centro de formação de líderes empresariais, como os fundadores da iFood. Não é possível que a Universidade de excelência sirva justamente para isso, criar empresas unicórnios, aplicativos que pisoteiam a vida de milhares de jovens, em sua maioria negros, que passam 12 horas em cima de uma bicicleta entregando comida e sentido fome, jovens estes que muitas vezes foram os barrados pelo filtro social e racial do vestibular a entrar nas universidades públicas.

É preciso repensar e discutir o papel que nós estudantes, entidades estudantis, coletivos das faculdades, movimentos políticos e sociais podemos desde dentro da USP, ainda que virtualmente, fazer para apoiar a luta dos entregadores, debatendo sobre a crescente precarização do trabalho que ocorre fora da USP, mas também dentro dela, quando vemos que os postos mais precários na Universidade são os terceirizados, em que a reitoria que aplaude a iFood, corta contratos com as empresas terceirizadas e anuncia demissões em massa.

“Como os estudantes da USP podem apoiar a luta dos entregadores de aplicativo?”
Sexta-feira, 24/07 às 18h via GoogleMeet (link a ser divulgado no Esquerda Diário e redes dos Centros Acadêmicos CAELL e CAPPF




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