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UFRN | CACS UFRN faz live sobre inclusão na universidade e na sociedade contra os ataques de Bolsonaro

No dia 24 de junho, na sexta feira, ocorreu por demanda dos estudantes do curso de Ciências Sociais na UFRN e pela gestão Carcará do Centro Acadêmico “Marielle Franco” (CACS), a live no instagram para debater a situação de inclusão das pessoas com deficiência nos dias de hoje, frente aos cortes de Bolsonaro nas universidades e de Álvaro Dias aos transportes.

Érika ThuannyCoordenadora do CACS Marielle Franco da UFRN (Ciências Sociais)

terça-feira 28 de junho | Edição do dia

A live contou com Ítalo Gimenes, coordenador do CACS e militante da juventude Faísca Revolucionária, que entrevistou Diego Gonçalves,estudante do primeiro semestre do Bacharelado em Ciências Sociais. Confira a gravação:

Diego Gonçalves disse: “não adianta você querer por exemplo colocar um aluno autista numa universidade se não oferece os recursos para que ele possa executar de alguma forma suas atividades. Eu só tive conhecimento do que eu poderia ter porque tive que ir atrás. Outro ponto relevante é o transporte, nós sabemos que o prefeito Álvaro Dias juntamente com a Seturn decretaram a volta do transporte público em sua totalidade, contudo isso ainda não aconteceu, a partir do momento que não se tem ônibus o suficiente. Porque nós sabemos que o circular não abarca todos os alunos da UFRN, são 8 ônibus, já se configura uma questão de exclusão, pois está tirando oficialmente a acessibilidade”

O depoimento do Diego só reafirma o desafio que é colocado para as pessoas com deficiência no Brasil de Bolsonaro, que segundo os dados do IBGE são 8,4% da população brasileira, sendo 70% delas que não concluíram o ensino fundamental e 5% que terminaram a faculdade Tendo em vista o fato da educação básica ser sucateada e a existência do filtro do vestibular já é excludente por si só, para PCDs, mulheres com filhos, negros e negras, LGBTs isso pesa ainda mais, e mesmo ingressando na universidade encontram diversos obstáculos para permanecer na mesma. A política do Bolsonaro e militares é justamente essa, excluindo a coordenação de PCD e saúde mental, cortando verbas bilionárias na educação e ciência, e querendo cobrar mensalidade das universidades, como vimos com a PEC 206 que, por mais que tenha sido deixada de lado no momento, pode voltar a qualquer hora. O objetivo é tornar a universidade ainda mais alheia às necessidades da classe trabalhadora,dos seus filhos que, em sua maioria, são jovens com trabalhos precários, precisando completar a renda familiar.

Não podemos ter nenhuma confiança também na reitoria, que se posiciona contra os cortes na educação e ciência, mas na realidade desconta toda crise e a política do governo Bolsonaro, do Álvaro Dias e da Seturn nas costas dos estudantes. A reitoria não só cortou 50% dos auxílios alimentação mas também atrasa o pagamento dos mesmos, deixando vários universitários passando fome, assim como só publicou o edital de acessibilidade por muita pressão das pessoas com deficiência. Mantém toda estrutura da universidade precarizada, em particular no Setor 2, e trata com maior descaso os residentes e os terceirizados que exercem trabalhos super precários, a mesma reitoria que realiza parceria com instituições privadas católicas do exterior.

Nesse sentido, a luta auto-organizada dos estudantes aliada com os trabalhadores é o único caminho para se enfrentar contra todos esses ataques, é necessário que as entidades estudantis e as centrais sindicais como a UNE, CUT E CTB, que são dirigidas pelo PT e PCdoB, rompam com sua paralisia eleitoral que canaliza toda a nossa revolta e indignação para fazer campanha da chapa Lula-Alckmin, que escancara a política conciliadora do PT de alianças com setores da direita que são claramente nossos inimigos de classe. Por isso que só podemos confiar nas próprias forças para garantir uma saída alternativa para essa crise atingindo os lucros dos capitalistas.




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