CRIMINALIZAÇÃO DO FUNK

Buscando criminalizar o funk, Polícia Civil promove operação contra MCs famosos

Em operação para supostamente investigar ligações com o crime organizado, a Polícia Civil tem coletado depoimentos e emitido mandatos de busca e apreensão contra MCs famosos, como MC Hariel, Salvador da Rima, MC Brinquedo e MC Pedrinho. Artistas levantam a hashtag #mcnãoébandido.

sexta-feira 26 de março| Edição do dia

A alegação da Polícia Civil é de que a operação supostamente investiga o que seria um esquema de lavagem de dinheiro que envolveria os shows dos MCs e dinheiro proveniente do tráfico.

Os funkeiros protestam nas redes sociais com a hashtag “MC não é bandido”, denunciando a perseguição policial. MC Hariel afirma "Minha caminhada é limpa e reta (...) O funk pede paz” em vídeo nas redes sociais. Para Renata Prado, dançarina e diretora da Frente Nacional de Mulheres do Funk, a operação “camufla uma perseguição contra o funk”.

Tal como o DJ Rennan da Penha e muitos outros perseguidos recentemente, agora os MCs paulistas são alvo de mais uma operação que visa criminalizar a cultura negra e periférica. Junto à violencia racista das polícias nas favelas, querem também cercear todo direito à arte e à cultura que expressa a vida dos jovens nas favelas.




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