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DESEMPREGO

Brasil tem a 4° pior colocação em desemprego de longa duração no mundo, segundo OCDE

Em 2019, 27,5% dos desocupados no Brasil estavam nessa situação há dois anos ou mais, segundo a SIS 2020.

sexta-feira 13 de novembro| Edição do dia

Imagem: Pond5

Antes mesmo de a pandemia aniquilar 14 milhões de vagas de trabalho, entre formais e informais, entre fevereiro e julho deste ano, o desemprego de longa duração já se espalhava pelos trabalhadores brasileiros. O Brasil é destaque mundial nesse quesito, segundo a SIS 2020.

Conforme aponta estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o mercado de trabalho gerou 1,5 milhão de vagas em agosto e setembro, apenas de 10,3% a 11,3% do total de vagas perdidas por conta da pandemia de covid-19.
Considerando dados de 2018 e a proporção de desempregados há um ano ou mais, o Brasil tem a quarta pior taxa, num ranking com países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne as nações mais ricas do mundo. O País aparece atrás apenas de Grécia, Espanha e Itália.

Embora a retomada da economia no terceiro trimestre tenha sido até mais forte do que inicialmente estimado por economistas, o movimento não se traduziu em abertura generalizada de vagas, mas principalmente no aumento de horas trabalhadas por quem não perdeu a ocupação, disse o pesquisador Marcos Hecksher, autor do estudo. Ou seja, menos pessoas estão trabalhando mais, enquanto falta trabalho para milhões. É o aumento da exploração do trabalho que está cada vez mais latente para milhões de trabalhadores, com condições cada vez mais precárias de trabalho e que se aprofundou com a reforma trabalhista de 2017.

Leia Mais: 3 anos de Reforma Trabalhista: mais ataques e precariedade para a classe trabalhadora

Nesses 3 anos da reforma trabalhista, que longe de combater o desemprego, institucionalizou a precarização do trabalho. As altas taxas de desemprego que se iniciaram com o projeto de conciliação de classes petista, seguiu uma tendência de continuidade com Temer, seguindo o mercado capitalista que se utiliza da desocupação massiva para rebaixar os salários e os direitos, aumentando a taxa de lucro.

Os grandes empresários se valem da miséria de milhões para ganhar ainda mais, deixando a mingua milhões prontos para trabalhar. Bolsonaro é o herdeiro do legado de Temer para fazer com que os trabalhadores paguem pela crise.

Para combater esse legado de exploração e opressão, é preciso levantar um programa contra as demissões, por todos os direitos garantidos aos trabalhadores precários, os negros, as mulheres e os lgbts. Somente é possível barrar a ganancia do empresariado com a unidade desses setores e por isso a esquerda tem como tarefa crucial não misturar bandeiras com patrões.

Informações Agencia Estado




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