Sociedade

VACINA COVID-19

Brasil tem 2,7 milhões de pessoas vacinadas contra Covid-19, sendo menos de 1,5% da população

Nesta última quarta-feira anunciaram dados atualizados de vacinação, totalizando somente 2,7 milhões de pessoas pelo país. Esse número irrisório escancara a insuficiência da política do governo Bolsonaro e também de governadores como Doria que fazem demagogia com a vacina.

quinta-feira 4 de fevereiro| Edição do dia

Imagem: Geraldo Bubniak / AEN

Nesta quarta-feira, 03, dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de saúde declararam que até agora 2,7 milhões de pessoas foram vacinadas contra a Covid-19 no Brasil. Este dado leva em consideração os registrados atualizados em 25 estados e o Distrito Federal.

Este número de 2,7 milhões de pessoas vacinadas representa menos de 1,31% da população total. Este dado da vacinação corresponde também a 31,29% das doses disponíveis. Esta comparação de dados escancara a quantidade ínfima de vacinas que o Brasil tem disponível, deixando a imensa maioria da população sem acesso à vacina por tempo indeterminado, além de não atender sequer 5% do grupo prioritário.

O que vemos no Brasil hoje é políticos e empresários furando fila para vacinar suas famílias antes, enquanto o governo Bolsonaro destila seu negacionismo que segue matando milhares de brasileiros diariamente, ao anunciar corte de 70% na verba destinada à compra de insumos para o desenvolvimento das pesquisas voltadas para a vacina.

Outros agentes como o governador de São Paulo, João Doria, se faz de salvador da pátria com a CoronaVac e o Instituto Butantan, querendo se promover para as eleições de 2022, quando sequer consegue garantir vacina para todos os profissionais da saúde, como os trabalhadores do Hospital Universitário da USP que receberam mais vacinas somente depois de paralisarem exigindo por vacinação organizada e para todos.

Em todo o mundo o que se vê neste primeiro mês de campanhas de vacinação ao redor do globo é a ineficiência dos governos no combate à pandemia e a irracionalidade capitalista. Os países imperialistas mais ricos concentram maiores quantidade de doses, como é o caso da União Europeia que comprou 2,2 bilhões de doses, quantidade três vezes maior do que a necessária para vacinar toda a população dos países europeus pertencentes à UE.

Isso se dá pelo monopólio das indústrias farmacêuticas e no capitalismo, quem paga mais, recebe mais, mesmo que isso signifique deixar grande parte do mundo sem vacina. As patentes das vacinas e de medicamentos importantes se encontram em mãos privadas, impedindo que a produção de vacinas ocorra sem o monopólio das grandes indústrias farmacêuticas, mesmo que as pesquisas e projetos de quase todos os medicamentos e vacinas tenham sido financiados com dinheiro público de diversos países.

Leia mais: "Guerra pelas vacinas": frente à irracionalidade capitalista, anulação das patentes e vacinas para todo mundo

É por isso que é preciso levantar a luta por vacinas para todos e pela liberação de patentes como necessidade urgente diante da pandemia. É preciso defender também a imediata estatização de todas as empresas farmacêuticas e laboratórios, colocando-os sob controle dos profissionais da saúde, com planos racionais de produção e distribuição de vacinas e testes. Basta de lucrarem bilhões a custo de nossas vidas!




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