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TRANSFEMINICÍDIO | Brasil, país do transfeminicídio: 80 transexuais foram assassinadas só no 1º semestre de 2021

Brasil é o país que mais comete transfeminicídio no mundo, com os métodos mais cruéis e desumanos que se possa imaginar, desde pauladas e até ateamento de fogo, tudo isso com o aval de Bolsonaro, Mourão e governadores, que fortalecem a lgbtfobia no país. Mas seguiremos lutando por Justiça por todas as vítimas da transfobia e transfeminicídio!

quarta-feira 7 de julho | Edição do dia

Foto: Transfobia-Representação/reprodução Observatório G

Segundo dados levantados pela Associação Nacional de Trans e Travestis (Antra), 80 pessoas trans foram assassinadas entre janeiro e junho de 2021. Entre as assassinadas está Keron Ravach, de 13 anos, adolescente morta a pauladas em janeiro, no Ceará, sendo a vítima mais jovem na história do monitoramento feito pela Antra.

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No último dia 24/07, Roberta da Silva, de 33 anos, teve seu corpo ateado em fogo. Ela está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde então e teve um braço e parte de outro amputados.

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Na última segunda (05) também houve o brutal assassinato de Crismilly Pérola, travesti de 37 anos, que foi encontrada morta na beira do rio Capiberibe em Recife, com um tiro no pescoço.

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Segundo Bruna Benevides, coautora do levantamento, "nunca houve um momento tão vulnerável e violento para pessoas trans como o que estamos vendo agora". A Antra denuncia que não existem dados oficiais e,o que pode significar que o número de assassinatos entre janeiro e junho deste ano são ainda maiores.

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O Brasil se manteve em 2020 como o país que mais mata trans e travestis: ao longo daquele ano foram 175 assassinatos. Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo seguem sendo os estados com o maior número de casos.

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Segundo Bruna, os desdobramentos da crise pandemica pioraram as condições de vida da população trans, sobretudo para quem vive da prostituição, caso da maioria das vítimas de assassinatos, sendo 72% das vítimas de transfeminicídio no país em 2020

Neste 1º semestre de 2021, a maioria das mortes violentas foi de mulheres trans/travestis negras, um perfil que se repete ano a ano. Segundo a Antra, dois homens trans também foram vítimas.

Entre as vítimas de assassinatos no 1º semestre das quais foi possível conhecer a idade, a maioria tinha menos de 35 anos, que é considerada a expectativa de vida dessa população no país. "(Após o caso Keron, de 13 anos), já há algumas ativistas que têm falado na queda dessa expectativa", disse Bruna, também responsável pela Secretaria de Articulação Política da Antra. O monitoramento da associação contabiliza ainda 33 tentativas de assassinato de pessoas trans no 1º semestre, incluindo o caso de Roberta.

"São casos de estupros coletivos, corpos incendiados, vítimas de tentativas de execução, pessoas atiradas de dentro de veículos em movimento, espancamento, sequestros, desaparecimentos", explica Bruna. Além disso, também foram levantados 9 casos de suicídio.

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Essa é a realidade das pessoas trans e travestis no país campeão de assassinatos transfóbicos. Uma realidade que é ainda mais aprofundada por Bolsonaro, Mourão, Damares e todos os políticos de extrema-direita que ferem a dignidade transgênero com uma suposta luta contra uma “ideologia de gênero”, e disseminam ódio LGBTfóbico com a cúpula das igrejas evangélicas.

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A luta contra a transfobia e pelos direitos da população LGBTQIA+ deve se transformar em uma luta de todos os sindicatos e movimentos sociais, unificando a classe trabalhadora e o movimento LGBTQIA+, confluindo com as mobilizações e atos de rua contra este governo genocida.

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Nós do Esquerda Diário viemos reivindicando a necessidade de uma grande Greve Geral, que pode de fato abalar as estruturas do regime golpista e avançar na luta por uma nova Assembleia Constituinte Livre e Soberana, para pôr abaixo esse regime do golpe junto com Bolsonaro, Mourão e Damares, e que possa impor um plano de emergência de combate aos assassinatos e violência às LGBTQIA+, que garanta subsídios do Estado para vítimas de violência e pessoas trans em situação de prostituição, ensino sexual não hétero ou cis normativo nas escolas, cotas trabalhistas nas empresas estatais e privadas, saúde LGBTQIA+ acessível e de qualidade. Assim como a legalização do aborto para mulheres cis e homens trans e a ampliação de postos especializados de atendimento para pessoas transgêneros, com acesso aos hormônios e cirurgias sem necessidade de laudos psicológicos ou psiquiátricos, com acompanhamento médico e psicológico com investimentos do não pagamento da dívida pública, mecanismo que serve para que os governos continuem enchendo os bolsos de banqueiros.

Justiça Por Keron, Roberta, Crismilly e por todas as vítimas da transfobia e transfeminicídio!
Pelo fim da transfobia!
Pelo fim da opressão-exploração!




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