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Emprego | Brasil de Bolsonaro tem a 4ª maior taxa de desemprego do mundo

Em pesquisa realizada pela Austin Rating, de 44 países, o Brasil está na quarta posição na taxa de desemprego, tendo o dobro da média mundial referente o 3º semestre deste ano.

segunda-feira 22 de novembro | Edição do dia

O desemprego no Brasil é uma realidade que está impactando diretamente diversas famílias trabalhadoras, ainda mais a juventude que tem que optar pelo trabalho precarizado e uberizado para a sua sobrevivência. Os dados da Austin Rating, agência de classificação de risco, demonstram essa realidade que é vivida na pele por grande parte da população.

O levantamento reúne dados de 44 países que já divulgaram seus dados oficiais no 3º semestre deste ano. Em relação aos países do G20, que divulgaram seus dados relativos a agosto e setembro, o Brasil têm mais que o dobro da taxa média global. Em relação aos dados de agosto e setembro, o Brasil está com a taxa de 13,2% de desemprego, atingindo cerca de 13,7 milhões de trabalhadores, segundo dados da última pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de desemprego, durante o primeiro semestre de 2021, no início da pandemia de covid-19 chegou a 14,7%.

A queda do desemprego relativo nos últimos meses só foi possível graças ao aumento dos empregos precarizados,com vagas de emprego de baixa qualidade, empregados de meio período, ou com contratos intermitentes. Essa é a realidade do país desde o golpe institucional de 2016, onde o golpista Michel Temer, aprovou a Reforma Trabalhista, diminuindo ainda mais os direitos dos trabalhadores e abrindo espaço para uma superexploração da classe trabalhadora com salários cada vez mais baixos e jornadas de trabalho mais extenuantes. Agora durante a pandemia, no Governo Bolsonaro e Mourão, e com a política nefasta do neoliberal Paulo Guedes, essa crise se intensifica. O aumento exorbitante da inflação que aumenta o preço de itens básicos e o retorno da fome à realidade do país é um golpe ainda maior para a classe trabalhadora. O dado de que a abertura de postos de trabalho formais diminuiu no terceiro semestre deste ano, deixa claro que a diminuição do desemprego acontece com o aumento do trabalho informal e precarizado.

De acordo com o Ranking, a Costa Rica é a que lidera o ranking como a taxa de desemprego chegando a 15,2%, sendo seguida pela Espanha com 14,6% e a Grécia com 13,8%. A taxa mundial de desemprego, segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), é de 5,8%, estando neste momento 0,5% acima do nível pré-pandemia. Na zona do euro, a taxa ficou em 7,4%, enquanto nos EUA, está em 4,8%.

Com isto, a expectativa para os próximos meses do país é a manutenção desta situação desesperadora. Apenas a nossa classe, através da luta, pode mostrar uma resposta para o desemprego e a fome e, para isso, devemos nos inspirar nas lutas internacionais, onde os trabalhadores foram às ruas para lutar pelos seus direitos. Por isso, nós do MRT e do Esquerda Diário levantamos a campanha por Reajuste Salarial Mensal igual à inflação, e pelo emprego pleno com direito para todos, isso só é possível se imposto pela luta, com a unidade da classe trabalhadora com o conjunto da população para que os capitalistas paguem pela crise.

Veja também: Basta de desemprego e salários de fome :Que os grandes empresários paguem pela crise




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