Política

GOVERNO BOLSONARO

Bolsonaro tem 48% de rejeição, maior dos último 8 meses, segundo PoderData

A pesquisa de avaliação do governo Bolsonaro realizada entre os dias 15 e 17 de fevereiro revela que subiu de 41 para 48% aqueles que consideram o trabalho de Bolsonaro ruim ou péssimo comparado com o início do mês.

quinta-feira 18 de fevereiro| Edição do dia

Foto: José Cruz/Agência Brasil e gráfico do PoderData

Os que consideram o governo regular são 18%, e 31% dos entrevistados consideram ótimo ou bom. A pesquisa do PoderData (divisão de estudos estatísticos do Poder360) contou com 2500 entrevistas através de ligações em celular e telefone em 456 municípios espalhados nos 27 estados.

O índice de rejeição do reacionário Bolsonaro se iguala ao recorde em junho de 2020. Apesar de serem pesquisas parciais, podem demonstrar reflexos da conjuntura política tanto internacional, considerando a vitória eleitoral de Biden (que não derrota a força social do trumpismo) como uma expressão distorcida das massas nos EUA contrárias à política de Trump, que era o principal ponto de apoio político de Bolsonaro, quanto no âmbito nacional através das últimas disputas entre STF e forças armadas.

Outro aspacto importante que influencia na avaliação do governo é a postura em relação à pandemia e o desgaste, após todo seu negacionismo odioso, Bolsonaro e Pazuello demonstraram seu desprezo novamente com as tristes mortes no colapso em Manaus e após ter negado a importância das vacinas, estendendo otapate vermelho para a demagogia de Doria, ele tenta negar suas afirmações dizendo para ter as vacinas, porém sem nenhum plano logístico que prepare corretamente um plano de vacinação universal.

Além disso, também é necessário colocar nos cálculos o custo político que o governo teve e terá apoiando Lira, líder do centrão e atual presidência da Câmara, para passar a agenda de ataques do regime do golpe e pautas concervadoras de Bolsonaro no legislativo. Ou seja, dá fôlego ao governo, porém não traz uma estabilidade duradoura.

Outro fator foi ameaça de retirada do auxílio emergencial, além de ter sido uma renda decisiva para sobrevivência de molhões de famílias durante a pandemia, também foi um importante fator de aumento da popularidade de Bolsonaro. Dessa forma a retirada imediata não se sustentou e o governo cogita prorrogar o auxílio em um valor bem mais baixo, entre R$ 200 e 250 mensais.

A prisão de Daniel Silveira do PSL é um fato político que revela fissuras, divisões entre as próprias forças golpistas e representam um salto de qualidade nas disputas entre o STF e as Forças Armadas. Essas divisões nas alturas poderiam abrir caminho para os setores de massas lutarem, essas pesquisas com aumento da rejeição ao Bolsonaro podem ser um sinal que demonstre disposição de se mobilizar. Porém a classe trabalhadora segue paralisada pela ação das direções sindicais, com a CUT e CTB (dirigidas pelo PT e PCdoB) que estão a frente de milhares de importantes sindicatos e seguem em uma trégua sem fim ao Bolsonaro, permitindo que o regime do golpe passe todo seu lano de ataques.

Dessa forma, é urgente essas centrais romperem a paralisia e comvocarem espaços de assembleia que permita os trabalhadores se colocarem e organizarem um plano contra demissões, de combate aos ataques e revogações das reformas que passaram, além de batalhar por uma logística eficaz de vanição a todos que queiram. Por isso é necessário exigir a quebra das patentes que hoje transformam as vacinas em mercadoria de lucro de grandes monopólios farmacêuticos.

Portante, para enfrentar Bolsonaro é necessário conseguir a organização da classe trabalhadora de maneira separada e sem confiar nas instituições do regime golpista que vivemos. Apenas com independência política dos partidos da ordem como DEM, PSDB, MDB, será possível uma unidade entre os trabalhadores.




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