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ATAQUE À CIÊNCIA E TECNOLOGIA | Bolsonaro segue ataque à ciência e pesquisadores sofrem com o corte de bolsas de estudo

Diante da realidade de crise sanitária mundial, onde ficou claro a importância da ciência à serviço da humanidade, e que no Brasil já matou aproximadamente 400 mil pessoas, o ataque à pesquisa científica é exatamente a via contrária que o conjunto da população poderia esperar. O único edital lançado pelo CNPq em 2021 já larga com um montante orçamentário significativamente baixo.

quarta-feira 28 de abril | Edição do dia

Foto: Carolina Antunes/PR

A semana se iniciou com uma triste e preocupante notícia para importantes pesquisadores brasileiros que realizam seus projetos, dentro e fora do país. O edital que foi divulgado recentemente, surpreendeu pelo corte em verbas que já se mostravam insuficientes para a continuidade de seus trabalhos. Os pesquisadores cobram respostas do governo e denunciam que inúmeros projetos de pesquisas inovadoras serão paralisados, inclusive pesquisas relacionadas ao desenvolvimento de fármacos para o enfrentamento à pandemia da Covid-19.

Diante da realidade de crise sanitária mundial, onde ficou claro a importância da ciência à serviço da humanidade, e que no Brasil já matou aproximadamente 400 mil pessoas, o ataque à pesquisa científica é exatamente a via contrária que o conjunto da população poderia esperar. O único edital lançado em 2021 já larga com um montante orçamentário significativamente baixo, apenas 12,8% de 3.080 projetos de pós-doutorado no Brasil vão receber bolsas de pesquisa científica, ou seja, somente 396 pesquisadores poderão manter seus estudos acadêmicos. Na prática, 2.684 projetos que foram selecionados, por comprovarem sua relevância científica, não receberão verbas e serão paralisados.

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As bolsas de estudo, que viabilizam o avanço de pesquisas científicas no Brasil, para os profissionais mais especializados do país são concedidas pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia). Além de pesquisas relacionadas à Covid-19, os projetos se direcionam às abordagens relativas ao tratamento de câncer, energias renováveis, contenção da malária, tecnologias de mobilidade elétrica, agroecologia, astronomia, física, astrofísica estelar, geociências, psicanálise, teoria literária, políticas internacionais, cinema, comunicação, entre outras áreas.

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Um dos motivos que geram grande indignação aos pesquisadores é o fato de que o Brasil possui um fundo constitucional para a ciência e tecnologia, o FNDTC, mas os recursos não são utilizados. Os cortes em pesquisa científica começaram no governo de Dilma Rousseff (PT), mas se aprofundaram no governo de Michel Temer (MDB) e foram jogados à níveis preocupantes no governo de Jair Bolsonaro (sem partido). O que deixa claro que a ciência, quando é urgente e necessário estar à serviço da população não é considerada importante, especialmente para governos que servem somente aos lucros dos grandes capitalistas, que seguem seus planos de especulação em torno das vacinas e disputa pela ampliação de suas fortunas.




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