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CORRUPÇÃO DAS VACINAS | Bolsonaro sabia de irregularidades na compra da Covaxin, diz deputado

O deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) afirma ter avisado Bolsonaro sobre irregularidade na negociação do Ministério da Saúde para a compra da vacina indiana Covaxin.

quarta-feira 23 de junho | Edição do dia

Imagem: Reprodução AP Photo/ Anupam Nath

“No dia 20 de março fui pessoalmente, com o servidor da Saúde que é meu irmão, e levamos toda a documentação para ele”, disse o deputado à reportagem da Folha nesta quarta-feira (23). ​

Luis Miranda é irmão de Luís Ricardo, chefe da divisão de importação do Ministério da Saúde, que relatou ao MPF (Ministério Público Federal) ter sofrido pressão incomum para assinar o contrato.

Luis Ricardo diz ter denunciado a Bolsonaro as suspeitas envolvendo a Covaxin e apresentado um material que comprovaria que, em um documento recebido por ele, houve um pedido de pagamento fora do contrato para importar três lotes com data próxima do vencimento.

"Eu apresentei toda a documentação, o contrato que foi assinado, as pressões que estavam acontecendo internamente no ministério, e a gente levou até a casa do presidente (no Palácio da Alvorada). Conversamos com ele, mostramos todas as documentações, as pressões, e ele ficou de, após a reunião, falar com o chefe da Polícia Federal para investigar", disse o servidor.

Segundo o deputado, naquele encontro, Bolsonaro prometeu acionar a Polícia Federal para investigar o caso. “Para poder agir imediatamente, porque ele compreendeu que era grave, gravíssimo”, disse Miranda.

O parlamentar afirmou que não recebeu retorno do Bolsonaro ou da PF. “Não era só uma pressão que meu irmão recebia. Tinha indícios claros de corrupção."

Miranda e seu irmão serão ouvidos pela CPI da Covid no Senado nesta sexta-feira (25).




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