Economia

Bolsonaro quer vender oito estatais, fechar uma e conceder 106 ativos em 2021

Reunidos nesta última quarta-feira, Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes discutiram calendário de privatizações do próximo ano. Entre as estatais que serão vendidas está a Eletrobras e os Correios. Entre as concessões de ativos estão rodovias, terminais portuários importantes, parques e até florestas.

quinta-feira 3 de dezembro de 2020| Edição do dia

Foto: BNDES New Chief Executive Officer Gustavo Montezano Swearing-In Ceremony

Nesta quarta-feira, 02, o Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) se reuniu e divulgou algumas informações referentes ao calendário de desestatizações em 2021, indicando oito estatais que serão vendidas, uma que será fechada e concessão de mais de 100 ativos. Nesta reunião do Conselho estavam presentes o presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, além da secretária especial do PPI, Martha Seillier.

O objetivo do governo é atrair R$367 bilhões em investimentos para “retomar a economia após a crise da saúde”, como dito pela secretária Martha Seillier. Segundo discutido no Conselho do PPI, por conta da pandemia, o ano de 2020 deixou muitos planos de privatizações parados, que devem ser retomados no próximo ano e no máximo primeiro trimestre de 2022, mesmo sendo uma lista gigantesca que envolve trâmites burocráticos e resistências, especialmente das estatais.

Entre as oito estatais previstas para serem privatizadas em 2021 estão as gigantes Eletrobras e os Correios. No caso destas duas, é preciso que se aprove primeiramente projetos de lei que autorizam as desestatizações.

Veja mais: Quem ganha o que com a privatização dos Correios?

Além das estatais que serão privatizadas, o governo Bolsonaro quer entregar à iniciativa privada 106 ativos em 2021. Entre eles estão rodovias (entre elas a Dutra), terminais portuários (incluindo o de Santos), aeroportos de todas as regiões do país, parques nacionais (como os Lençóis Maranhenses e o de Iguaçu) e demais projetos que hoje estão sob custódia do governo federal e querem passar para as mãos de donos empresários e investidores.

Na própria reunião do Conselho do PPI se discutiu sobre as dificuldades de concretizar tais privatizações, não só por serem muitas, mas porque pode ser que seja encontrada resistência no Congresso, além da necessária aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU). É preciso se inspirar nos trabalhadores de diversas estatais que em diferentes momentos resistiram e barraram os projetos privatistas dos governos, pois a privatização precariza as relações trabalhistas e condições laborais, visto que os donos capitalistas visam entrada de lucro, mesmo que isso custe a vida dos trabalhadores.




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