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CORONAVÍRUS

Bolsonaro quer a volta de torcidas nos estádios em meio à segunda onda de covid-19

A declaração ocorreu ontem (28) à noite durante uma live, com leite condensado. Mesmo dia em que foram registradas 1439 mortes por covid-19 segundo o consórcio de veículos de imprensa, o 3º maior número de mortes em 24h.

sexta-feira 29 de janeiro| Edição do dia

Foto: reprodução

“Temos que voltar a viver, pessoal. Sorrir, fazer piada, brincar. Voltar nos estádios de futebol o mais cedo possível, que seja com uma quantidade menor, 20%, 30%, da capacidade do estádio" afirmou o presidente. Na mesa da live, tinha uma lata de leite condensado, um verdadeiro deboche de um homem que se sente protegido com a certeza de que “não vai dar em nada” como afirmou com relação aos mais de 60 pedidos de impeachment no Congresso.

O Brasil foi considerado o pior país na gestão da pandemia de acordo com o instituto australiano Lowy Institute. Reflexo da política negacionista de Bolonaro e de todos os ataques à classe trabalhadora em meio a pandemia levados a frente pelo STF, Congresso e governadores também.

Bolsonaro, Mourão e todo esse regime do golpe institucional implantam uma verdadeira política de morte no Brasil. São responsáveis por cada uma das 220.161 mortes registradas por covid-19 até a última quarta-feira (27).

A esquerda com o maior potencial de mobilizar a classe trabalhadora, como o PT que dirige a CUT e o PCdoB que dirige a CTB, escolhem se unir com a direita numa frente ampla para tentar tirar Bolsonaro por meio da institucionalidade. O que significa o general Mourão como chefe de estado.

Partidos do espectro à esquerda do PT, como PSOL, embarcam cegamente nessa frente ampla ao invés de apostarem na organização dos trabalhadores e na luta de classes sem nenhuma confiança nas instituições ou políticos como Doria que quer aparecer como oposição, mas que para atacar os trabalhadores não vacila.




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