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Para consolidar pacto com o Centrão, Bolsonaro colocará mais cargos a disposição do bloco

Com intuito de acelerar a votação de seus ataques a classe trabalhadora, Bolsonaro irá conceder cargos ao centrão, consolidando seu pacto com o bloco.

terça-feira 3 de novembro| Edição do dia

Créditos da foto: J Batista/Câmara dos Deputados

Consolidando sua aliança com o centrão, Bolsonaro pretende conceder cargos de segundo escalão do governo a nomes do bloco. Já iniciou nomeando Jarbas Valente (PSD) para o comando da Telebrás, que será utilizada para ampliar o alcance de internet banda larga no Brasil.

O que anteriormente era tido por Bolsonaro como “velha política”, agora é visto como aliados: o centrão comporta os partidos PP, PL, Republicanos, PSD, DEM, MDB, PTB e Solidariedade.

Na vista do centrão estão as secretarias nacionais de Habitação e de Saneamento e a Secretaria de Desenvolvimento Social, do Ministério da Cidadania, que até então é responsável pelo Bolsa Família.

Bolsonaro acena ao centrão já alguns meses, principalmente aos dois maiores partidos da bancada nas Câmeras dos Deputados: PP e PL. Essa tentativa de manter aliança se dá por interesse do presidente em ter aliados para que possa passar todos os ataques em forma de projetos.

O governo de Jair Bolsonaro também aponta para um descontentamento com o desempenho do Onyx Lorenzoni, que segue à frente do Ministério da Cidadania. Outro ministro que está na mira de mudanças é o do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que vem destruindo a Amazônia e os pantanais com aval do presidente, mas que agora ficou com a sua imagem manchada devido às pressões populares. Segundo assessores do governo, Salles seria transferido ao Turismo.

Dentro da Câmera dos deputados, Jair Bolsonaro vem encontrando dificuldades em votar seus projetos. Seu objetivo é eleger Arthur Lira (PP-AL) como presidente da CMO (comissão mista de orçamento).

Esse movimento de Jair Bolsonaro em relação ao centrão é uma tentativa de alinhamento com os setores do golpe para assegurar uma passagem tranquila dos seus ataques aos trabalhadores, além de garantir sua preservação. Cada vez mais é firmado o pacto entre o Executivo e o Congresso para passar as reformas e medidas que precarizam os trabalhadores. No início de outubro, vimos também o emblemático abraço entre Bolsonaro e Dias Toffoli, ex-presidente do STF, que coloca em pacto também o autoritário STF.

Por isso, não podemos por nenhuma confiança no governo de Jair Bolsonaro, nem no Congresso, no centrão, no STF, que para passar ataques a nós sempre estão juntos. A luta contra Bolsonaro, Mourão e os golpistas precisa ser uma luta da classe trabalhadora, independente dos setores do golpe.




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