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Bolsonaro pede ajuda a Collor para aumentar preço dos combustíveis

Em reunião com Bolsonaro e Paulo Guedes, Fernando Collor dá orientações em relação ao aumento nos preços de combustíveis. Petrobrás anuncia alinhamento de seus produtos com o mercado internacional, o que interfere diretamente nos preços de óleo diesel, gasolina e gás de cozinha.

terça-feira 9 de fevereiro| Edição do dia

Foto: Alan Santos

Na última segunda-feira (8), o ex-presidente Fernando Collor foi convidado por Bolsonaro para participar de uma reunião com Paulo Guedes, ministro da economia, a qual tratariam sobre o aumento nos preços de combustível.

De acordo com o que o presidente afirmou no lançamento do portal Participa + Brasil, “hoje, estávamos reunidos com a equipe econômica do Paulo Guedes, vendo a questão do impacto desse novo reajuste do combustível, ao qual nós não temos como interferir e não pensamos em interferir na Petrobras, e apareceu o senhor Fernando Collor, ali, para tratar de um outro assunto, em um outro local, convidamos (ele) para a reunião. Ele participou de grande parte da mesma. E nos deu sugestões, sugestões bem-vindas e acolhidas por nós. E dessa forma, vamos governando”.

Fernando Collor foi tirado da presidência da república em 1992, através de um processo de Impeachment por se envolver em escândalos de corrupção, desvios de dinheiro e uso do dinheiro público para interesses pessoais. Os escândalos suscitaram um forte movimento de massas chamado Caras Pintadas. Uma questão importante para que o processo de impeachment de Collor fosse iniciado é que a burguesia não via mais em seu governo a possibilidade de implementação de todos os ataques que aquele momento de crise econômica nacional previa, como as privatizações e terceirizações. Precisavam de um governo com legitimidade para avançar com essa política.

Hoje, Jair Bolsonaro (sem partido), que se elegeu com base, também, em um discurso de rompimento com a velha política corrupta, pede orientações de como gerir a crise econômica a figuras do centrão, já marcadas por grandes ataques aos trabalhadores como é o caso do atual senador Fernando Collor (Pros-AL).

Ontem, a Petrobras anunciou que irá alinhar o preço de seus produtos com o mercado internacional, o que interferem em toda a economia brasileira a partir do momento em que a o preço da gasolina sobe.




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