Educação

INTERVENÇÃO DE BOLSONARO NA UFCG

Bolsonaro nomeia terceiro colocado para assumir reitoria da UFCG. É preciso organizar a luta contra a intervenção

Em nomeação antidemocrática Jair Bolsonaro reproduz sua fórmula de desrespeito à comunidade acadêmica e escolhe terceiro colocado da listra tríplice para reitoria da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

terça-feira 23 de fevereiro| Edição do dia

A intromissão do presidente Jair Bolsonaro na Universidade Federal de Campina Grande continua. Como se não bastasse à própria lógica de funcionamento para a escolha de um reitor, um processo que já é antidemocrático, tendo em vista a diferença de peso dos votos dos alunos, funcionários e professores, uma série de percalços configuram essa escolha na UFCG.

O processo de consulta à comunidade acadêmica ocorreu no dia 19 de Novembro de 2020 e como resultado obtivesse o seguinte quadro: Reitor: 1º - Vicemário Simões (50,45%); 2º - Kennedy Guedes (30,07%); 3º - Antônio Fernandes (19,47%). Vice-Reitor: 1º - Camilo Farias (53,97%); 2º - Marcus Vinícius (29,95%); 3º - Mário Eduardo (16,08%).

Desde o início esse resultado foi contestado pelos candidatos John Kennedy e Marcus Vinicius que ficaram na segunda posição do pleito, e mesmo sabendo das regras, optaram por se candidatarem.

Contudo, nessa terça-feira (23 de Fevereiro de 2021) a comunidade acadêmica teve outra surpresa, pois Bolsonaro não nomeou o primeiro colocado, nem muito menos o segundo, mas o terceiro (Antônio Fernandes) como reitor da instituição como podemos observar no Decreto abaixo:

Ao seguir a lógica de passar por cima da escolha da comunidade, Bolsonaro apenas confirma seu perfil antidemocrático e contra a educação pública. Além disso, tem conseguido encontrar dentro das próprias instituições públicas de ensino superior pessoas alinhadas ao seu perfil ideológico e político, o que tem dado margem para que o mesmo desconsidere o processo de escolha da comunidade acadêmica.

Desde o Esquerda Diário mantivemos uma posição neutra nesse pleito da UFCG por entendermos que se trata de uma escolha antidemocrática que não leva em consideração as reais necessidades dos alunos, professores e funcionários, sendo mais uma mera peça do burocratismo instalado em tais instituições .

Diante disso, é inaceitável o que tem acontecido nas diversas instituições de ensino superior do país. A constante investida de Bolsonaro sobre a educação superior e seus asseclas que através de interesses burocráticos e de projetos pessoais tem aproveitado da situação num oportunismo sem igual para aplicar a “gestão bolsonaro” nas Universidades.

Desde Esquerda Diário entendemos que é preciso lutar de forma unitária contra a intervenção e estes novos ataques na medida que lutamos por uma universidade pública que de fato seja democrática e que atenda aos reais interesses da classe trabalhadora.




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