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COVID-19

Bolsonaro negacionista diz que segunda onda de covid-19 é “conversinha”

Na manhã desta sexta, 13, Bolsonaro disse que “agora tem essa conversinha de segunda onda”, deixando nítido mais uma vez seu desprezo pelas vidas dos brasileiros e provando seu negacionismo, ao sair do Palácio da Alvorada.

sábado 14 de novembro| Edição do dia

FOTO: AFP

Bolsonaro não parou por aí, ainda disse que “tem que enfrentar se tiver, porque, se quebrar de vez a economia, seremos um país de miseráveis”.

Os dados mais recentes apontam 164.514 mortes, decorrentes da covid-19, e um total de 5.787.766 casos confirmados, ainda que este número não sinalize a verdadeira realidade, já que a subnotificação é alta devido à falta de testes massivos para rotear o vírus. Essa é uma política consciente do governo Bolsonaro negacionista, e do conjunto do regime golpista, como também os governadores, em não garantir esses testes, centros de quarentena adequados e segurança alimentar para aumentar a imunidade, em especial da população mais pobre que são os que mais morrem. Sequer se garantiu os empregos e que os trabalhadores não essenciais pudessem ficar em casa, muito menos EPIs, respiradores e leitos suficientes, sob licença remunerada.

O que Bolsonaro, Mourão e os golpistas fizeram questão de garantir foi o lucro dos grandes empresários permitindo demissões e reduções salariais bem como o seu plano de privatizações, além de permitir que uma grande parcela da população continuasse trabalhando. Chegaram a propor a privatização do SUS recentemente, o que foi amplamente rechaçado pela população fazendo Bolsonaro recuar.

Veja também: Covid-19 segue avançando no Norte e Nordeste e uma segunda onda pode ser ainda pior

O que Bolsonaro nega é provado pela taxa de ocupação de leitos de UTI para covid-19. Na cidade do Rio de Janeiro, chegou a 95%, a maior taxa desde o início da pandemia. A população carioca também padece pelo fechamento de diversos hospitais de campanha e precarização de hospitais tradicionais, como o Hospital Federal de Bonsucesso, que pegou fogo no mês passado, justificando e colocando na conta dos governos a crise do coronavírus.

O Fora Bolsonaro, Mourão e os golpistas se faz urgente, assim como a unificação dos sistemas público e privado de saúde, com um SUS 100% estatal, sob controle dos trabalhadores, que têm real noção das necessidades da população, é que pode dar um combate de fato à pandemia, e a imposição pela luta de uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, para revogar os ataques, como o Teto de Gastos.




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