Sociedade

CASO ADÉLIO BISPO

Bolsonaro manda novo diretor da Polícia Federal reabrir investigação sobre sua facada

O presidente Jair Bolsonaro mandou o novo diretor da Polícia Federal, delegado Paulo Maiurino, reabrir as investigações a respeito da facada que tomou de Adélio Bispo em 2018, quando ainda era candidato.

quinta-feira 8 de abril| Edição do dia

Foto: Raysa Leite / AFP

O novo diretor foi nomeado na última terça, dia 6, pelo recém empossado ministro da justiça, Anderson Torres. O ministro, que assumiu na semana passada e havia sido cotado para o cargo em outro momento, já foi acusado de sequestro e tortura contra dois jovens, além de ser amigo pessoal de Flávio Bolsonaro, senador e filho do presidente.

Saiba mais: Novo ministro da Justiça de Bolsonaro já foi acusado de sequestro e tortura

Bolsonaro se reuniu com Paulo Maiurino na semana passada, antes mesmo de sua nomeação, e lhe deu a tarefa pessoal de ressuscitar o caso e descobrir o mandante de sua tentativa de assassinato. Porém, os dois inquéritos que foram abertos pela Polícia Federal já concluíram que Adélio Bispo agiu sozinho, além de possuir um laudo psiquiátrico declarando ser portador de transtornos delirantes permanentes, o que o tornou inimputável. O autor da facada alega que o fez pois foi uma “ordem divina”.

A Polícia Federal agora aguarda uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) sobre a autorização para acessar os celulares dos advogados de defesa de Adélio Bispo.

Assim, mesmo o presidente tendo ficado em silêncio quando do encerramento do processo que investigava o atentado, não recorrendo quando pôde, agora ele faz sua escolha para chefiar a Polícia Federal com base em seus interesses pessoais, dando ordens ao novo diretor conforme seus desejos. Segundo apontado pela Revista Fórum, há desconfiança dentro da corporação com relação ao chefe recém nomeado, pois acredita-se que ele pulou etapas para chegar ao cargo e estaria muito próximo de Bolsonaro.




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