Política

CRISE SANITÁRIA E ECONÔMICA

Bolsonaro lava as mãos e diz que Brasil está ’quebrado’ e que não consegue fazer nada

Principal responsável pela crise econômica e sanitária, Bolsonaro tenta se desvencilhar da responsabilidade por sua política negacionista e ultraliberal que conduziram à crise que vivemos.

terça-feira 5 de janeiro| Edição do dia

Em seu primeiro dia de trabalho em 2021, o presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira, 5, que o Brasil está ’’quebrado". Para apoiadores, ele disse que não "consegue fazer nada" e citou como exemplo as mudanças na tabela do Imposto de Renda.

"O Brasil está quebrado, chefe. Eu não consigo fazer nada. Eu queria mexer na tabela do Imposto de Renda, tá, teve esse vírus, potencializado pela mídia que nós temos, essa mídia sem caráter", afirmou Bolsonaro a um apoiador na saída do Palácio da Alvorada.

Com essa declaração Bolsonaro insiste na narrativa de que o vírus produziu a crise, quando na realidade o país já apresentava grandes debilidades de crescimento com um resultado do PIB pífio, mesmo tendo entregue todos os ataques neoliberais exigidos pelo mercado, como a reforma da previdência, para seguir pagando a ilegal, ilegítima e fraudulenta dívida pública.

Bolsonaro discursa apenas para os seus apoiadores que assim como ele negam os resultados mortíferos de sua política negacionista frente ao vírus. Quem mais potencializou a COVID-19 foi sua própria política, que se recusou a adotar as medidas consequentes de enfrentamento ao vírus, com a realização de testes massivos, a construção de leitos, a conversão da produção para produzir respirados e outros equipamentos e insumos. Medidas que tão pouco aqueles que se postularam como alternativa, e foram exaltados pelos grandes monopólios como alternativas, realizaram. Como o exemplo de Doria, que a frente do estado com mais mortes, ainda faz toda sua demagogia com a vacina, quando anteriormente não adotou nenhuma dessas medidas para enfrentar a crise, se preocupando em primeiro lugar em reabrir a economia para assegurar os interesses privados.

Num ano em que se inicia com perspectivas difíceis para o país, com o fim do auxílio emergencial, com o aumento do desemprego, Bolsonaro tenta lavar as mãos e fugir da responsabilidade. Quando foram os ataques neoliberais contra os trabalhadores e os serviços públicos feitos pelo governo Bolsonaro junto dos militares, do Congresso e com ampla propaganda em apoio das grandes mídias que arrastaram o país a bancarrota. E claro, sua política negacionista. Se o próprio Bolsonaro admite que o país está quebrado, cabe aos trabalhadores tomarem os rumos da política em suas mãos, sem tampouco confiar nos demais setores do regime, que ou foram coniventes ou cúmplices das políticas de Bolsonaro. Somente uma alternativa construída pelos trabalhadores pode resgatar o país da crise.




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