Política

MILITARIZAÇÃO DAS ESCOLAS

Bolsonaro lança pedra fundamental de Colégio Militar em SP que receberá doação da FIESP

Na manhã desta segunda-feira, 03, o presidente Jair Bolsonaro lançou a pedra fundamental no local onde será construído o Colégio Militar em São Paulo. No mesmo dia se reuniu com Paulo Skaf (MDB) e empresários na Fiesp (A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) que fechou um acordo com o governo para doar projetos básicos e executivo da obra do colégio.

segunda-feira 3 de fevereiro de 2020| Edição do dia

Na manhã desta segunda-feira, 03, o presidente Jair Bolsonaro lançou a pedra fundamental no local onde será construído o Colégio Militar em São Paulo. A unidade na capital paulista será a 14ª do país e será construída no antigo Centro Logístico da Aeronáutica, no Campo de Marte, localizado na Zona Norte da cidade. O colégio deve ser entregue até o final de 2022.

Bolsonaro estava acompanhado do ministro da Educação, Abraham Weintraub e de sua nova secretária de Cultura, Regina Duarte, além de autoridades militares das Forças Armadas. Durante a cerimônia criticou os estados do país que recusaram a criação de colégio cívico-militares.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em um acordo entre Bolsonaro e Paulo Skaf, vai doar os projetos básico e executivo da obra do colégio.

Nesta mesma segunda-feira, 03, Bolsonaro esteve na Fiesp em almoço com Paulo Skaf, estreitando os laços entre o governo e importantes empresários do país, os mesmo que apoiaram a nefasta reforma da Previdência e o mesmo soltaram uma campanha no ano passado a favor da reforma. Durante o almoço foi anunciado o alinhamento de Skaf com o governo Bolsonaro afirmando que irá aderir ao partido Aliança pelo Brasil que bolsonaro pretende criar. Aumentando mais o entrelaçamento de seu governo com industriais que estão interessados em se beneficiarem diretamente dos ataques que o governo está fazendo contra os trabalhadores para ele lucrarem ainda mais e aumentarem seus privilégios.

Durante o almoço na Fiesp, as Centrais Sindicais realizaram um ato em frente à entidade por geração de empregos e contra as políticas e os ataques promovidos pelo governo.

Bolsonaro fecha um alinhamento com os grandes empresários e com a Fiesp que irá ajudar a financiar o Colégio Militar de SP e seu programa de militarização da educação que irá fortalecer a perseguição política, coerção e vitimização de professores e estudantes, além de transferir a tarefa pedagógica da mão de especialistas para às mãos de policiais. Numa tentativa de acabar com o pensamento livre e crítico, e também as ideias de esquerda, onde os empresários também teriam seus interesses atendidos com essa política.




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