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BOLSONARISMO | Bolsonaro indica pastor bolsonarista André Mendonça para ser seu representante no STF

Bolsonaro indicará o pastor evangélico e ex-ministro da Justiça André Mendonça para vaga no STF. O pastor, no cargo de Advogado-Geral da União, chegou a usar a Lei de Segurança Nacional para processar e perseguir adversários do governo Bolsonaro. Segundo o presidente, Mendonça é “terrivelmente evangélico”, o que para Bolsonaro é um requisito necessário para escolher seu representante no STF.

terça-feira 6 de julho | Edição do dia

Foto: Wagner Pires/Futura Press/Folhapress

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) confirmou hoje a aliados que indicará o Advogado-Geral da União, André Mendonça, para a vaga que será aberta no STF (Supremo Tribunal Federal) no dia 12, com a aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello.

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Após a aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello, a indicação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para ocupar o seu lugar foi feita hoje (06), indicando André Mendonça, pastor evangélico que já ocupou o cargo de ministro da Justiça após a saída de Sérgio Moro, e que agora ocupa o cargo de Advogado-Geral da União. Após a indicação do presidente, Mendonça precisa ser aprovado em sabatina pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado. Depois, o plenário da Casa vota o nome do indicado, que deverá ser aprovado por maioria simples.

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Mendonça já se demonstrou ser mais um bolsonarista repulsivo em várias ocasiões. Quando era ministro, chamou Bolsonaro de "profeta" e afirmou ser seu "servo", mostrando que iria compactuar com todas as medidas reacionárias do presidente genocida. No cargo de Advogado-Geral da União, usou a LSN (Lei de Segurança Nacional), que é um resquício da ditadura militar para processar e perseguir adversários do governo Bolsonaro. Além disso, em julgamento que proibiu a realização de missas e cultos durante a pandemia, o pastor citou a Bíblia e mostrou seu lado "terrivelmente evangélico", um requisito que Bolsonaro disse que usaria para escolher integrantes do STF.

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As igrejas neopentecostais, que apoiam o presidente, vem cobrando um evangélico na Suprema Corte brasileira. "Fiz um compromisso há quatro anos com os evangélicos do Brasil. Nós indicaremos um evangélico para que o Senado aceite o seu nome e encaminhe para o Supremo Tribunal Federal um irmão nosso em Cristo", disse Bolsonaro em 18 de junho, em ato pelos 110 anos da Assembleia de Deus no Brasil. Portanto, Mendonça, que além de ter ocupado uma série de cargos essenciais para levar adiante a política reacionária de Bolsonaro é também pastor licenciado da Igreja Presbiteriana Esperança, vem a calhar para garantir os interesses deploráveis do presidente.

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