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DESEMPREGO

Bolsonaro e empresários barram proposta de cota extra do seguro-desemprego para população

Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) rejeitou por 12 votos contrários e 6 favoráveis à proposta de pagar cotas extras do seguro desemprego aos trabalhadores demitidos durante a pandemia

quarta-feira 4 de novembro| Edição do dia

O Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador) votou pela rejeição à proposta de cotas extras do seguro desemprego por 12 votos à 6. O Conselho é composto por 6 cadeiras do governo, 6 de empresários e 6 de centrais sindicais. Para que uma proposta fosse levada à frente seria necessário ter 12 dos 18 votos. Tanto a bancada do governo quanto dos empresários votaram contra a proposta de pagamento de parcelas extras do seguro desemprego para trabalhadores demitidos entre março e julho deste ano.

O governo alegou que a ideia tinha "problemas jurídicos incontornáveis". Quando se sabe que para pagar os juros da dívida pública para encher os bolsos dos banqueiros, o governo não enxerga empecilho jurídico nenhum!

O país vem batendo recordes de desemprego e os números de fechamento de postos de trabalho não param de subir. A recuperação dos postos de trabalho também vem sendo tímida. Todo esse cenário vem acompanhado de um aumento dainflação do preço dos alimentos onde as famílias mais pobres são as mais afetadas.

É preciso fazer com que os capitalistas paguem pela crise, pois estes sim são os sugadores das riquezas produzidas pelos trabalhadores. Para garantir os direitos da classe trabalhadora, é necessária autorganização em cada local de trabalho e exigir que parem as demissões! As centrais sindicais ao invés de trabalharem como escritório para os patrões, facilitando os ataques contra os trabalhadores, deveriam organizar a classe em cada local que houver demissões.




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