Economia

ATAQUE AOS TRABALHADORES

Bolsonaro e Paulo Guedes vão cortar direitos para financiar Renda Brasil e Carteira Verde-Amarela

Governo quer que a população trabalhe cada vez mais para não ganhar nem o mínimo no programa da carteira verde amarela. Além disso, cortaram diversos benefícios para financiar seu programa de Renda Brasil.

terça-feira 25 de agosto| Edição do dia

Imagem: ADRIANO MACHADO / REUTERS

Bolsonaro e Paulo Guedes mostram mais uma vez. Além de estarem debatendo a redução do valor do auxílio emergencial, em seu projeto Renda Brasil, feito para substituir o Bolsa Família, para dar um valor médio de R$ 247 reais às famílias pobres e cortar uma série de programas sociais, como a farmácia popular, o abono salarial e o salário-família, entre outros programas.

Estão chamando o programa de "Big Bang" em referência ao impacto que poderia ter para um novo ciclo de expansão econômica, que inclui além do Renda Brasil a proposta de uma carteira de trabalho "verde-amarela". O que não falam abertamente é que com isso querem arrancar dos próprios trabalhadores para conceder o Renda Brasil.

A carteira verde-amarela é tão absurda, que já prevê que muitas pessoas receberão salários inferiores ao salário mínimo e o governo teria que complementar para chegar no salário mínimo, sendo uma marca desses postos de trabalho precários a ausência de direitos elementares, como já falava Bolsonaro ao dizer que é preciso escolher ter emprego ou direitos, e que é absurda, já que os lucros dos patrões eles asseguram, inclusive com uma boa parte do orçamento sendo destinada para o pagamento da fraudulenta dívida pública dos grandes capitalistas internacionais.

Nessa proposta, o salário mínimo viraria o teto do salário e não de fato o "mínimo" o que hoje já é muito insuficiente, além disso não se teria direito a férias e a folga. O governo diz que financiaria o restante para completar o mínimo, a questão é que na prática se retira quase todos os direitos básicos, para poder ter uma complementação até um mínimo que na verdade não consegue arcar com todos os custos de uma família no Brasil de forma satisfatória.

O plano permite e amplia o contrato por hora, fazendo com que tenha dias que o trabalhador receba e outros não. Querem nos fazer escolher entre a precarização de nossas vidas ou o desemprego. Para isso propõe generalizar as jornadas de trabalho extenuantes, como vemos com os entregadores, para se ganhar menos do que um salário mínimo.

Na verdadeira "explosão" que querem causar nas condições de vida dos trabalhadores e da população pobre, inclui a desoneração da folha de pagamentos para fazer com que os empresários paguem menos encargos trabalhistas.
Em meio a pandemia o governo já fez a MP 936 chancelada pelos diferentes atores do regime, como o Congresso e STF, que permite a redução dos salários e direitos, agora prorrogada até o final do ano. Ou seja, implementaram uma reforma trabalhista, em meio a uma pandemia que já matou mais de 115 mil pessoas no Brasil. Além de toda a precarização que já se sente na vida de milhões de brasileiros que perderam seus empregos e vivem em condições cada vez piores.




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