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DESEMPREGO | Bolsonaro e Guedes alteram o seguro desemprego para financiar o mísero auxílio emergencial

Com desemprego atingindo mais de 13 milhões de pessoas e outras tantas em regime de trabalho precário sem direito algum, Guedes e Bolsonaro não cessam em querer massacrar a classe trabalhadora para garantir os interesses capitalistas.

quarta-feira 24 de março | Edição do dia

Foto: ANPR/SEDS

O fato lembra aqueles programas de auditório em que o participante está numa cabine acústica e lhe perguntam: Você trocaria uma geladeira nova por uma meia suja? Porém, aqui ninguém sequer pergunta o que o trabalhador quer, simplesmente lhe tiram o direito ao seguro desemprego para garantir míseros 250 reais por família. A medida prevê que as parcelas do seguro sejam decrescentes com um corte de 10% a cada mês, além de maiores burocracias para a cessar o benefício pela segunda vez. Como se o desemprego fosse culpa do próprio trabalhador e não desse sistema em decadência.

A justificativa da equipe econômica é que o novo programa permite novos acordos para redução de jornada e de salário ou suspensão do contrato de trabalho avançando ainda mais na MP 936. Embora tenha gerado discordâncias no governo, o que Guedes e sua equipe estão levando à frente nesse momento é uma política de encontrar recursos dentro do próprio orçamento para manobrar tudo com o objetivo de manter o capital dos grandes empresários e banqueiros intactos.




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