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Marco Temporal | Bolsonaro diz que rejeição da tese assassina do Marco Temporal será "fim do agronegócio"

Em Esteio (RS), numa feira do agronegócio, Bolsonaro fez coro com o terrorismo do agronegócio para defender os interesses ruralistas de avançar sobre as terras indígenas, ao afirmar que a rejeição do marco temporal será "o fim do agronegócio".

sábado 11 de setembro | Edição do dia

O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado, 11, que o voto do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, contrário à aplicação da tese do "marco temporal" na demarcação de terras indígenas, resultaria no "fim do agronegócio" no Brasil caso seja acatado pela Suprema Corte.

"Se a proposta do ministro Fachin vingar, será proposta a demarcação de novas áreas indígenas que equivalem a uma região Sudeste toda. Ou seja, é o fim do agronegócio, simplesmente isso e nada mais do que isso", disse Bolsonaro, que recebeu a Medalha do Mérito Farroupilha, da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, em cerimônia durante a 44ª Expointer.

Bolsonaro segue espalhando fake news e o terrorismo do agronegócio. Enquanto as propriedades rurais ocupam 41% do território nacional e apenas as pastagens detém 21%, a demarcação de todos os Território Indígenas totalizaria 13,8% da área nacional.

Em que pese fissuras dentro do agronegócio, como um manifesto contrário ao governo manifestou, o agro segue como um dos principais aliados de Bolsonaro, que vê no presidente um defensor de seu interesse de expansão desenfreada, promovendo devastação ambiental e expulsão e assassinato dos indígenas pelo caminho.




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