Sociedade

Bolsonaro diz que pandemia foi superdimensionada, depois de 150 mil mortes

Após 150 mil mortes e mais de 5 milhões de casos, Bolsonaro volta a negar a gravidade da doença ocasionada pelo novo coronavírus

quarta-feira 14 de outubro| Edição do dia

Foto: Sérgio Lima/Poder360

Bolsonaro voltou a minimizar os casos de covid-19. Na cerimônia de posse do novo presidente da Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) nesta quarta feira (14), o reacionário e negacionista presidente disse que "o problema da pandemia foi superdimensionado".

Bolsonaro despreza a dor das mais de 150 mil famílias que perderam algum ente. Desde o início da pandemia Bolsonaro mostra que está mais preocupado em preservar os lucros dos patrões do que salvar vidas. Não houve testes massivos. Não houve EPI’s suficientes para as trabalhadoras e trabalhadores da saúde, que se desdobravam para tentar salvar vidas.

O auxílio emergencial insuficiente, as demissões em massa, os despejos, os ataques com reformas, mostram a verdadeira face do que Bolsonaro quer negar: são os trabalhadores os que estão pagando pela crise sanitária e econômica!

O Brasil ainda mantém uma alta taxa de mortes e casos diários. Apesar do recuo no número diário de casos e mortes por dia, ainda segue muito alto. O Brasil é o terceiro país do mundo em casos de Covid-19 e o segundo em número de mortos, atrás apenas dos Estados Unidos de Trump.

E ainda assim não está descartada uma nova onda de casos e mortes, segundo o diretor executivo da OMS, Michael Ryan, que declarou que "O fato de que a doença está desacelerando não significa que ela não vá ganhar força de novo".

Não há superdimensionamento nenhum! Há interesse em salvar os lucros dos patrões em detrimento de salvar vidas! Somente a classe trabalhadora organizada pode dar uma saída racional para a pandemia!

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