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Crise hídrica | Bolsonaro diz não acreditar em racionamento mas aumento na conta já é realidade de milhões

Em entrevista à CNN na manhã desta quinta-feira o presidente declarou que o país foi “obrigado” a decretar uma bandeira acima da vermelha para “pagar a conta” devido à crise hídrica, escondendo que muitas hidrelétricas operam abaixo de sua capacidade de produção não somente devido à seca mas para aumentarem as tarifas e lucrarem mais.

sexta-feira 1º de outubro | Edição do dia

Foto: REUTERS/Adriano Machado

Jair Bolsonaro afirmou em entrevista à CNN nesta quinta-feira (30/09), que o governo federal “não acredita em racionamento” no país. Segundo ele, o país foi “obrigado” a decretar uma bandeira acima da vermelha para “pagar a conta” devido à crise hídrica. Uma verdadeira falácia pois essa crise não acontece somente pela falta de chuvas, como argumenta seu ministro da Economia também, Paulo Guedes. Há também outro fato que é de sua responsabilidade: o fortalecimento do agronegócio e a devastação do meio ambiente, da Amazônia, do Pantanal, com as grandes queimadas para transformar o país num grande pasto ou numa grande plantação de soja.

“Pedimos a Deus que mande uma chuva para gente, porque a crise hídrica é a maior dos últimos 91 anos. Não acreditamos em racionamento, mas sempre pedimos à população que dá para apagar um ponto de luz aí na sua casa”, disse cinicamente.

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A bem dizer, o negacionismo de Bolsonaro o impede de buscar as causas mais profundas da enorme crise hídrica, cujas razões passam pelo aquecimento global que vem diminuindo o fluxo de chuvas no sudeste e fazendo avançar um processo de desertificação em várias áreas do país. Combinado ao negacionismo, vem o neoliberalismo. Além de soluções esdrúxulas como tomar banho frio, não pegar elevador e ir de escada e apagar um ponto de luz na sua casa, que não farão nem cócegas no tamanho do problema, o grande projeto de Bolsonaro, Congresso e mídia, é privatizar a Eletrobrás. Passar tudo para a iniciativa privada. A tendência é encarecer tudo e piorar o serviço, com tendências cada vez maiores a apagões como os que vimos no Amapá durante o ano passado.

Assistam logo abaixo o ED Comenta de 30/08/21 sobre a Crise Hídrica:




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