Política

MANIFESTAÇÃO REACIONÁRIA

Bolsonaro discursa em manifestação que reuniu pequeno grupo pró AI-5 e Ditadura Militar

Colocando vidas em risco, Jair Bolsonaro foi a uma absurda manifestação que pedia intervenção militar e um novo AI-5, na tarde deste domingo.

domingo 19 de abril de 2020| Edição do dia

Imagem: Reprodução/Poder 360

Um pequeno grupo de manifestantes se concentrou em frente ao Quartel General do Exército, no Plano Piloto da Capital Federal. Bolsonaro divulgou parte de seu discurso no Twitter:

No discurso, Bolsonaro disse que "o que tinha de velho ficou para trás". "Temos um novo Brasil pela frente. Patriotas têm que acreditar e fazer sua parte para colocar o Brasil no destaque que ele merece. E acabar com essa patifaria. É o povo no poder (sic). Para garantir a nossa democracia e aquilo que há de mais sagrado em nós, que é a nossa liberdade. Esses políticos têm que entender que estão submissos à vontade do povo brasileiro".

Assim que o presidente chegou ao local, cerca de 200 militares do Exército fizeram um cordão de isolamento. Bolsonaro subiu em uma caminhonete e discursou para um pequeno bando de gente que nega a existência do coronavírus e defende o terraplanismo:

"Eu estou aqui porque acredito em vocês, vocês estão aqui porque acreditam no Brasil. Nós não iremos negociar nada", disse, enquanto a multidão pedia o fechamento do Congresso Nacional, a volta do AI-5 e as Forças Armadas nas ruas.

O AI-5 foi o Ato Institucional mais duro instituído pela repressão militar nos anos de chumbo, em 13 de dezembro de 1968, ao revogar direitos fundamentais e delegar ao presidente da República o direito de cassar mandatos de parlamentares, intervir nos municípios e Estados. Também suspendeu quaisquer garantias constitucionais, como o direito a habeas corpus, e instalou a censura nos meios de comunicação. A partir da medida, a repressão do regime militar recrudesceu.

Bolsonaro teve que interromper suas falas três vezes porque tossia muito. O presidente permaneceu próximo aos manifestantes por cerca de 15 minutos, e cumprimentou alguns apoiadores, contrariando orientações defendidas pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A maior parte dos apoiadores não usava máscaras de proteção.

Antes de falar com a manifestação reacionária e golpista , o presidente voltou a defender a flexibilização do distanciamento social. "A continuar com o fecha geral não está difícil de saber o que nos espera", escreveu o presidente em sua conta pessoal no Twitter.

Bolsonaro também almoçou neste domingo na casa do filho e deputado federal, Eduardo Bolsonaro. De lá, o presidente seguiu para o Quartel General do Exército, no Plano Piloto de Brasília, onde uma multidão o esperava.

É preciso ressaltar que Maia, militares e o STF não são nenhuma alternativa frente a Bolsonaro. No campo auto-intitulado em defesa da vida, temos um genocida como Witzel, que ordena que helicópteros disparem contra a população periférica de pobres e negros dos morros cariocas. A frente do estado mais rico do país, Doria tomou para si o papel de líder. Não estão disponibilizando testes massivos, mais leitos de UTI e respiradores. Nada disso é feito porque a sub-notificação dos casos lhes interessa para parecer que tomam medidas suficientes, não estão tomando medidas suficientes para impedir o colapso dos sistemas de saúde precarizados até então por esses mesmos gestores.

O povo é quem deveria decidir os rumos do país. Por isso, nós do Esquerda Diário batalhamos por uma nova Constituinte, que seja livre para tomar suas decisões de forma democrática e soberana a todos os poderes existentes e que caminhe pra arrancar o país das garras do imperialismo acabando com o pagamento da dívida pública, taxando de forma progressiva as grandes fortunas e anulando todas as leis anti-operárias do governo Bolsonaro e Temer, mas também dos governos anteriores do PT.

Fonte de Informações: Agencia Estado




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