JAIR BOLSONARO

Bolsonaro debocha e aparece em Live com leite condensado que ele gasta mais de R$ 15 milhões

Em plena crise financeira, gastos alimentícios do governo superaram a marca de 1,8 bilhões, sendo 15 milhões de reais apenas em “latas de leite condensado”.

sexta-feira 29 de janeiro| Edição do dia

Na última quinta-feira (28), Jair Bolsonaro (sem partido) realizou uma live após a polêmica do carrinho de compras bilionário do executivo com “alimentos”. Na live, aparece exibindo, entre outras coisas, uma lata de leite condensado, um dos produtos que mais causou polêmica na última semana. Somente com esse produto, Bolsonaro teria gasto mais de 15 milhões de reais, fora outros produtos, como uma compra de 2,2 milhões de reais em chicletes. Após averiguação, ainda, constatou-se que o governo havia pagado nada mais nada menos do que R$ 162 por “unidade”. O valor absurdo suscitou desconfiança sobre a compra do governo. Logo após, a empresa fornecedora Saúde Vida Alimentos Eireli alegou que não havia recebido tal valor por lata, mas sim 7 reais, o que ainda assim é um valor exorbitante visto ser em negociação de uma grande compra com o governo federal.

Após divulgação dos números, houveram várias declarações, tanto de Bolsonaro como de algumas outras figuras do governo, que disseram que a compra foi destinada às forças armadas, com uma declaração estapafúrdia do Ministério da Defesa que disse que o leite condensado e os chicletes era para dar energia e para higiene bucal.

Um dia antes da live, na quarta-feira (27), Bolsonaro, durante almoço em uma churrascaria de Brasília com os ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Gilson Machado (Turismo) e apoiadores, ainda faria declarações escandalosas de que leite condensado seria para“enfiar no rabo da imprensa” e que a imprensa “vá pra puta que o pariu”.

O deboche de Bolsonaro é um tapa na face da classe trabalhadora brasileira que sofre as amargas consequências da crise econômica que se arrastam durante anos, piorada desde o início de seu mandato, com todas as reformas precarizadoras demandadas pela burguesia e aprofundada ainda mais com a crise sanitária do COVID-19. O presidente que cortou até mesmo o auxílio-emergencial, que era a única fonte de renda que mantinha a sobrevivência de milhões de famílias durante a pandemia, já chegou a dizer que não havia o que fazer, pois o país está “quebrado”. Enquanto o povo padece na miséria, em trabalhos cada vez mais precários, expostos a doença do covid e morrendo em leito de hospitais sem estrutura, como o povo de Manaus que morre agonizando sem cilindros de oxigênio, o governo Bolsonaro torra inexplicáveis cifras bilionárias e faz graça das condições de vida do povo, publicamente.




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