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Bolsonaro chama de "propininha de R$ 2 bi", denúncia da cobrança de US$ 1 por dose de vacina

Em sua live semanal, Bolsonaro quebrou o silêncio ironizando a explosiva denúncia de que funcionário do ministério da Saúde teria cobrado propina para confirmar a compra de 400 milhões de doses.

sexta-feira 2 de julho | Edição do dia

Bolsonaro, que não havia ainda se pronunciado sobre os recentes escândalos de corrupção na aquisição de vacinas, usou sua live para comentar um dos casos. Comentando o depoimento de Luiz Carlos Dominguetti, representante da empresa Davati que fez a denúncia, Bolsonaro debochou do caso, dizendo tratar-se de "uma propininha de R$ 2 bilhões de reais".

"[Dominguetti] falou que foi procurado para uma propina, pouca coisa, 400 milhões de doses. US$ 1 por dose, uma propininha de R$ 2 bilhões de reais. Ele não aceitou. E depois [Dominguetti] cita o nome de um deputado. Vocês acham que deputado é esse né?", disse o presidente nesta quinta-feira (1º), durante sua live semanal nas redes sociais.

Bolsonaro usou o depoimento de Dominguetti para atacar o deputado Luis Miranda, autor da denúncia de fraudes no contrato da Covaxin. O representante da Davati mostrou um aúdio do deputado em contato com a empresa segundo ele para a compra de vacina, que o deputado alega se tratar de uma compra de luvas.

Após esse relato, Dominguetti teve o celular apreendido. Dominguetti é um PM da polícia mineira e segundo a empresa Davati, entrou na negociação com o governo a pedido, a empresa, porém, não especificou pedido de quem. Sua atuação levantou suspeitas na CPI de ter sido "plantado", para desqualificar a denúncia anterior da Covaxin.

Como seu vice, general Mourão, já havia feito ao dizer que "[O ministério da Saúde] sempre foi um lugar onde a corrupção andou", a defesa de Bolsonaro é menosprezar e debochar dessa revoltante denúncia de propina.




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