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Em Recife | Bolsonaro chama Genivaldo de "marginal" e diz que PRF assassina faz "um trabalho excepcional"

Em entrevista coletiva, durante sua ida para Recife nesta segunda (30), o presidente Bolsonaro fez comentários horrendos sobre o assassinato de Genivaldo de Jesus Santos pela Polícia Federal em Sergipe na semana passada, sufocado por gás lacrimogeneo dentro de uma viatura. Bolsonaro afirmou que os policiais abateram um “marginal” ao se referir a ação contra Genivaldo.

segunda-feira 30 de maio | Edição do dia

Ao ser questionado pelo repórter, Bolsonaro equiparou o caso com a morte de dois policiais federais em Fortaleza, que foram assassinados após um homem roubar a arma de um deles durante a abordagem.

“Eu lamento o ocorrido há duas semanas aproximadamente com dois policiais rodoviários federais que, ao tentar tirar um elemento da pista, ele conseguiu sacar a arma de um deles e executou os dois. A Globo chamou esse bandido de suspeito. E o outro policial, de outra esfera, ao abater esse marginal, realmente foi numa linha completamente diferente”, afirmou Bolsonaro.

Ainda continuou: “Então, para efeito isonômico, vai ser seguida a lei. Lamento o ocorrido nos dois fatos, nos dois episódios. A gente lamenta muito o ocorrido. Não podemos generalizar o que no nosso Brasil. A PRF faz um trabalho excepcional para todos nós”, terminou o presidente elogiando as operações brutais e assassinas dessa polícia asquerosa.

Bolsonaro faz essa declaração em meio à sua viagem para Recife que está sofrendo com as enchentes deixando mais 90 mortos e centenas de pessoas desabrigadas. Sua viagem foi para fazer demagogia querendo prestar apoio a essa situação de calamidade, pois seu governo somente colocou 45% das verbas destinadas para ajudar as populações nesses locais de risco para evitar essas catástrofes. E seu governo vem há anos atacando os direitos dos trabalhadores que vivem nessas regiões, onde sua maioria são pobres e negros, que tem suas vidas cada vez mais precarizadas.

A Polícia Federal está sob jurisdição do próprio Governo Federal, ou seja. Bolsonaro tem responsabilidade e mãos sujas de sangue pela tortura e assassinato cometido com Genivaldo, assim como demias crimes que todas as polícias do país cometem contra a população pobre e negra nas periférias, comemorando chacinas como a de Jacarezinho e na Vila Cruzeiro no Rio de Janeiro.

Para enfrentar os aparatos repressivos do estado, um dos pilares da extrema direita bolsonarista, é preciso atacar as instituições reacionárias dos militares, que já ocupam mais de 8 mil cargos civis. A estrutura militar que segue intacta desde a ditadura devido à lei de anistia irrestrita é um dos pilares do autoritarismo do novo regime que vem se constituindo após o golpe de 2016, fundindo os interesses materiais e corporativos da instituições repressivas dos militares com a extrema direita, mas também, às instituições civis.

Veja: Exigir Justiça por Genivaldo é lutar contra a extrema direita, os militares e as heranças da ditadura

E também, Marcello Pablito fala em ato de Justiça por Genivaldo:




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