Bolsonaro avança no ataque às florestas e aos povos originários

Bolsonaro publica novo decreto que ignora órgãos ambientais para acelerar aprovação de projetos de mineração, beneficiando assim os grandes empresários em detrimento dos povos originários e da própria natureza.

sábado 27 de março| Edição do dia

No pior momento da pandemia com o Brasil avançando rapidamente para 310 mil mortes, Bolsonaro publica novo decreto que ignora órgãos ambientais para acelerar aprovação de projetos de mineração e cria Comitê Interministerial formado pelos:

- Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República
- Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República
- Ministério de Minas e Energia
- Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações
- Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos do Ministério da Economia

Cinco pessoas decidindo o futuro da nossa floresta e das nossas riquezas, sem dar espaço para órgãos, cientistas, especialistas, representantes de entidades ou dos povos originários. Conforme decreto, o Conselho dos cinco se reunirá a cada dois meses, além das convocações surpresa. Só eles têm direito a voto, supostos convidados não podem votar (art. 5º).

O Observatório da Mineração já havia revelado em dezembro o Programa de Mineração lançado por Bolsonaro, que ameaça 8 terras indígenas, reduz Unidades de Conservação, além de dar incentivos fiscais para mineradoras. "Pouco a pouco, está passando a boiada, o trator, a retroescavadeira e a dinamite", define Maurício Angelo.

Fonte: arvoreagua




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