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DEMAGOGIA

Bolsonaro ameaça Biden com “pólvora” na disputa entre quem mais lucra com a Amazônia

Diante das falas de Joe Biden, cujo país também lucra com a destruição da Amazônia, de que o Brasil poderia sofrer consequências econômicas caso não atue contra o desmatamento, o presidente Jair Bolsonaro disse que uma solução "apenas pela diplomacia não dá", defendendo sua política de queimadas.

quarta-feira 11 de novembro| Edição do dia

A declaração foi dada nesta terça-feira em cerimônia no Palácio do Planalto.

Bolsonaro fez referência à Biden, que citou a possibilidade de consequências econômicas ao Brasil por causa da política ambiental na Amazônia ainda durante a campanha, em debate com o presidente Donald Trump. No último sábado, 7, Biden ganhou as eleições após atingir o número de delegados necessários no Colégio Eleitoral, derrotando o atual presidente americano, de quem Bolsonaro é aliado. O presidente eleito dos EUA tem recebido cumprimentos de diversos chefes de Estado, mas ainda não teve a vitória reconhecida pelo brasileiro.

Veja também: A esperada vitória de Biden põe o mundo de Bolsonaro de cabeça para baixo

"Assistimos há pouco um grande candidato a chefia de Estado dizendo que, se eu não apagar o fogo da Amazônia, ele vai levantar barreiras comerciais contra o Brasil", afirmou Bolsonaro durante evento para lançar a retomada do turismo no País. "Apenas pela diplomacia não dá", emendou ele, lançando a "pólvora" na relação entre os dois países.

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Apesar das declarações de Biden, os Estados Unidos, por serem uma potência imperialista, acabam por destruir não somente a natureza de seu território, como em diversos países atacam o meio ambiente. Nesse sentido, suas falas sobre a Amazônia são mais porque a quer integralmente para os interesses monopólicos americanos do que motivadas por qualquer preocupação ambiental.

Afinal, são dezenas empresas e fundos de investimento norte-americanos cuja cadeia produtiva está ligada ao desmatamento, incluindo a BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, e a Capital Group, traders de grãos como Cargill e ADM, além de empresas farmacêuticas (Johnson&Johnson e Pfizer), de engenharia genética e de cosméticos que exploram as riquezas da região. Lucram com a destruição da Amazonia, muito bem monitorada pelo Pentágono e pelo Exército ianque. Por isso, a luta em defesa do meio ambiente tem que ser tanto uma luta contra o governo de extrema-direita de Bolsonaro como também contra os lucros do agronegócio e as políticas imperialistas dos EUA.

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Com informações da Agência Estado




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