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Bolsonaro, aliado de Israel, é cúmplice dos bombardeios terroristas contra o povo palestino

Desde o final de semana vem acontecendo uma escalada de bombardeios israelenses na Faixa de Gaza que deixaram pelo menos 67 palestinos mortos. Bolsonaro é cúmplice dessas ações, apoiando diretamente o Estado de Israel e sua política de ocupação do território palestino.

quinta-feira 13 de maio | Edição do dia

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O presidente Jair Bolsonaro nunca fez questão de esconder seu apoio ao Estado sionista e ilegítimo de Israel. Como bom capacho do imperialismo norte-americano, até pouco tempo atrás representado pela figura de Donald Trump, Bolsonaro foi um dos únicos líderes mundiais a compactuar com a provocativa tentativa de mudança de capital de Israel da cidade de Tel Aviv para Jerusalém ao declarar que mudaria a embaixada brasileira no país para a suposta nova capital.

Jerusalém essa que, recentemente, tem sido palco de conflitos entre palestinos e israelenses, fortemente marcados pela repressão das forças armadas de Israel, que já há muitos anos massacra o povo palestino com armamentos de última linha, enquanto os habitantes da Faixa de Gaza tentam resistir à ocupação forçada de seu território.

Bolsonaro é um apoiador direto dos bombardeios que ano após ano assolam o reduzido território palestino, não perdendo uma única oportunidade de se colocar ao lado dos israelenses. Ontem, 12/05, Bolsonaro afirmou que não há justificativa para os ataques a Israel.

Bolsonaro intencionalmente se esquece de citar décadas de ocupação e repressão que o Estado de Israel exerce sobre a Palestina, se agravando ainda mais em momentos de crise, como agora com o coronavírus, onde assistimos um verdadeiro apartheid sanitário, com privação do acesso a vacinas aos palestinos enquanto Israel figurava entre os países com uma das melhores campanhas de vacinação assim que a vacina se tornou disponível.

Outra coisa que Bolsonaro omite em suas opiniões sobre o conflito é de que os últimos bombardeios israelenses já deixaram pelo menos 67 palestinos mortos, entre eles 16 crianças, resultado dos incessantes assaltos sofridos pelo povo palestino. Essa última escalada do confronto, no entanto, é a maior desde 2014, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, já defendeu que haja uma ação “com grande força” para proteger “a lei e a ordem’’.

Os EUA, agora sob comando de Joe Biden, longe de se diferenciarem do antecessor Donald Trump no que diz respeito ao Estado de Israel, e de forma semelhante a Jair Bolsonaro, afirmam por meio do Secretário de Estado Antony Blinken, que Israel tem o "direito de se defender dos ataques sofridos". Não existe "guerra" aqui: é um massacre unilateral exercido por um dos exércitos mais bem armados do mundo. Israel trata de descarregar a mais brutal violência sobre o povo que originalmente se encontrava nas terras hoje ocupadas por israelenses. Isso nos mostra como fiéis capachos como Bolsonaro são cúmplices de toda essa violência imperialista que toma conta da Palestina.

Não é nenhum segredo que o estado de Israel se transformou numa profissão de fé da geopolítica dessa direita alinhada com a Casa Branca - para além de certos desacordos entre Biden e Bolsonaro - como se demonstra com o reconhecimento de Jerusalém como capital do estado sionista. Ademais, o peso internacional de Israel cresceu com a chegada dos governos de direita. Na América Latina, desde a colonização até aos serviços de inteligência, se somam importantes negócios como a venda de armas e tecnologia de segurança e vigilância.

Como demonstrou o historiador judeu Ilan Pappé, a fundação do estado de Israel foi um “feito colonial” baseado na limpeza étnica do povo palestino. Essa política colonial continua nas ocupações e na perpetuação do terrorismo de estado, sendo assim definida como “genocídio incremental”. É preciso acabar com o Estado terrorista de Israel, e garantir o retorno de todos os palestinos exilados ao território histórico da Palestina. Uma Palestina operária e socialista é a única maneira de conquistar a convivência harmônica entre árabes e judeus, mediante o desaparecimento desse enclave imperialista no Oriente Médio.




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