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Campanha | Bolsonaro, Guedes e Congresso impõem salários de fome: Reajuste mensal igual à inflação já

Por uma campanha nacional por reajuste salarial mensal igual à inflação e emprego com direitos para todos, para combater Bolsonaro, Mourão, Guedes e Congresso, que impõem salários de fome para 2022.

segunda-feira 4 de outubro | Edição do dia

Foto: Edu Andrade/Ascom/ME

O governo de Bolsonaro e Mourão enviou ao Congresso no dia 31 de agosto uma proposta de Orçamento para 2022 em que o salário mínimo previsto não terá aumento real, acima da inflação, apesar do aumento do custo de vida, porque cobre apenas a inflação do último período, e não a que está por vir. A proposta prevê um aumento de míseros R$69 nos atuais R$1.100. Ou seja, mais um ano em que o salário mínimo não cresce, em oposição ao custo de vida que segue uma linha crescente, com o valor da conta de luz 50% mais caro, cesta básica em alta e combustível a R$7.

Enquanto isso, o Congresso tinha aprovado no dia 15 de julho a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2022 que garante a ampliação para o orçamento de emendas parlamentares e para fundo eleitoral, fazendo uma previsão do salário mínimo para o próximo ano de apenas R$1147. Sendo que o salário mínimo deveria ser, já em maio de 2021, de mais R$5300 para realmente cobrir os gastos de uma família trabalhadora, segundo cálculos do DIEESE.

Atualmente, 50 milhões de brasileiros dependem do salário mínimo para sobreviver, segundo o DIEESE. Entre 30 milhões de trabalhadores que vivem com até um salário mínimo, 20 milhões são negros. Bolsonaro, Mourão, Guedes, militares e o conjunto do Congresso destinam a miséria enquanto fazem a festa com emendas parlamentares, salários exuberantes, pagam religiosamente a dívida pública, e a população padece com desemprego e fome. A miséria existe por responsabilidade de todos esses atores políticos que são parte da sustentação ao capitalismo. Nas nossas costas, descarregam Reforma Trabalhista, da previdência, privatizações, destruição do meio ambiente para agradar o agronegócio e outros ataques que só pioram nossa vida, que deveria valer mais que o lucro dos capitalistas. A fortuna dos bilionários brasileiros cresceu 11,6%, enquanto 15 milhões estão desempregados, dezenas de milhões no subemprego, no trabalho informal ou precário.

Precisamos de uma campanha unificada de todos os sindicatos nacionalmente para impor o reajuste automático dos salários a cada mês de acordo com o aumento do custo de vida. Nossa perspectiva deve ser resolver o problema do desemprego em toda a sociedade, por empregos com direitos para todos, dividindo as horas de trabalho de todo país entre empregados e desempregados, começando pela redução para jornada de 6h, 5 dias na semana.

Para gerar empregos, é preciso um enorme investimento estatal em um grande plano de obras públicas para vários anos. Um plano controlado pelos trabalhadores, ligado a uma verdadeira reforma urbana, garantindo moradias, saneamento básico, transporte público rápido, hospitais, escolas, tudo o que é necessário para uma vida digna.

Entre em contato com o Esquerda Diário e o MRT e faça parte dessa campanha e por cada luta no seu local de trabalho. Envie denúncias. Nossa luta é também por um governo de trabalhadores de ruptura com o capitalismo. No marco dessa luta, também não acreditamos que uma saída como o impeachment de Bolsonaro vai resolver. Precisamos arrancar esse fascista do poder, mas não para colocar o outro chamado Mourão. Lutamos por uma nova Constituinte imposta pela luta, onde possamos debater todos os problemas do país através de deputados eleitos e revogáveis pelos eleitores, porque com as regras do jogo do país hoje, trocar os jogadores (presidente e outros nas eleições) não vai mudar nada estrutural.

Confira: Basta de desemprego e salários de fome! Que os grandes empresários paguem pela crise!

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