PREFEITO BOLSONARISTA

Bolsonarista de Bagé que elogiou relho contra manifestantes comandava organização criminosa

Em 2018 Divaldo Lara (PTB) ficou conhecido por ser defensor da agressão contra aqueles que ele considerava corruptos. Durante uma caravana de Lula jovens foram agredidos com um relho utilizado por fazendeiros, Lara aplaudiu a ação. Agora o prefeito de Bagé é denunciado pelo MPRS com diversas acusações, entre elas desvio de dinheiro público.

sexta-feira 16 de abril| Edição do dia

O prefeito de Bagé Divaldo Vieira Lara (PTB), declaradamente bolsonarista, em 2018 ficou famoso nas redes e entre seus apoiadores por defender fazendeiros agressores, eles espancaram jovens que acompanhavam a caravana de Lula. Os agressores utilizavam relhos, de domar cavalos, para espancar covardemente as pessoas.

Nesta quinta-feira (08) a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) contra o prefeito de Bagé e outras oito pessoas foi recebida pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do RS, por unanimidade. Entre as acusações estão: dispensa indevida de licitação, desvios de verbas públicas, ordenação e realização de despesas não necessárias ou sem conformidade com a legislação financeira e inversão de ordem cronológica do pagamento de credores. As acusações foram reunidas no ano de 2019 por investigação através da Operação Fáctotum. Os réus do delito de organização criminosa teriam praticado as ações de janeiro de 2017 a outubro de 2018, período do qual Divaldo Lara era o chefe da organização criminosa composta por agentes políticos, empresários e servidores públicos.

O rombo nos cofres públicos está calculado em mais de 1,2 milhões que foram esbanjados por Divaldo e outros criminosos comandados por ele. A organização utilizava contratos de coletas de lixo, higienização das UBS e fornecimento de máquinas e serviços para órgãos públicos para desviar rios de dinheiro. Em 2019 o bolsonarista foi afastado do seu cargo e em 2020 reeleito. O réu Divaldo Lara teria arquitetado seu plano no ano de 2015 quando ainda era vereador e presidente da Câmara.

Não contente com os desvios descarados para o seu próprio bolso e dos seus comparsas, o prefeito de Bagé ampliou seu patrimônio com a compra de propriedades e carros luxuosos que estavam em seu nome e de sua esposa. Em 2018 quando defendeu os fazendeiros o prefeito chegou a afirmar: “Reafirmo, repito e acrescento, Lula e a sua quadrilha tiveram em Bagé aquilo que mereciam ter em todas as cidades deste país. Em Bagé se trata corrupto com relho, se trata corrupto desta forma”.
“Quem paga a conta dessa corrupção toda, quem paga a conta de toda essa cara de pau do PT somos nós, a sociedade de bem”.

Vale ressaltar que se o desejo do prefeito fosse acatado ele estaria sendo agredido com o relho até os limites da fronteira Brasil e Uruguai após tantas acusações. Para reafirmar seus atos chegou a entregar de presente ao vice presidente Mourão um chicote (relho) semelhante ao usado pelos fazendeiros agressores.

Em março desse ano o MPRS chegou a investigar o então prefeito Divaldo após mudanças repentinas no calendário de vacinação do município. 400 doses foram aplicadas em policias militares, civis, federais, rodoviários, bombeiros e agentes penitenciários. A decisão era um ato de “furar a fila” do calendário de vacinação passando os agentes de segurança na frente dos grupos prioritários estabelecidos pelo nacionalmente. Em sua defesa a prefeitura de Bagé diz que antecipou, pois estavam ocorrendo muitos casos de covid-19 entre os agentes. Com essa desculpa prosseguiu com a vacinação indevida.

Divaldo Lara é apenas uma das figuras conhecidas por nós, defende e age para o lucro dos empresários e políticos aliados. Uma pequena porcentagem de capitalistas que irá lucrar em cima do desvio de verba e a exploração da classe trabalhadora. Ele se esconde por trás da fachada anticorrupção também defendida por Jair Bolsonaro. Assim eles conseguem fazer a verdadeira farra de desvio de dinheiro para si e para os seus. Precisamos nos apor a essa política corrupta e também aos que permanecem imóveis diante a ela. Não é o suficiente apenas investigação e condenação desses sujeitos, mas sim o fim de toda a corja capitalista que se esconde atrás do mesmo discurso ou da apatia.




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