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Cortes na Ciência | Bolsistas sofrem com atrasos nos pagamentos das Bolsas PIBID e RP

Desde que foi anunciado por Paulo Guedes o corte de 92% nos recursos destinados à ciência, as bolsas vinculadas ao PIBID (Projeto de Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência) e à Residência Pedagógica não são pagas, impactando diretamente na vida de milhares de estudantes.

sexta-feira 15 de outubro | Edição do dia

A bolsa não paga é referente ao mês de setembro e, segundo a nota oficial da CAPES, o pagamento seria adiado por alguns dias, em virtude da necessidade de aprovação do Projeto de Lei nº 17/2021, que é referente a recomposição orçamentária do programa. Esta PL é efeito direto do corte astronômico realizado pelo Ministério da Economia, que reduziu o valor total de R$690 milhões de reais de orçamento para ciência para R$55 milhões.

Este projeto de lei ainda está para ser votado, enquanto isso bolsistas estão sem receber suas bolsas. Para muitos estudantes, isso significa ter a sua permanência na universidade colocada em risco, já que não são poucos os casos de estudantes que dependem das bolsas para complementação de renda. A situação se torna ainda mais absurda frente as altas taxas de desemprego e trabalho precário entre a juventude. Mesmo sem o pagamento regularizado, os estudantes continuam seus trabalhos nas escolas, um verdadeiro descaso, que se torna uma afronta maior hoje no dia dos professores. Este é um grande ataque ao conjunto da educação pública e ao fomento a pesquisa no país, e faz parte do projeto elitista e privatista de Bolsonaro, Mourão e Milton Ribeiro, que para corresponder ao país do desemprego, do trabalho precarizado, das filas de osso, das reformas e privatizações, quer retirar os filhos da classe trabalhadora das universidades, submetendo ainda mais nossas pesquisas e a produção de conhecimento ao lucro das grandes empresas e à serviço do imperialismo.

Nesse sentido, diversas universidades se manifestaram exigindo o pagamento imediato dos bolsistas, como a UFPEL e diversas outras entidades ligadas ao projeto, que também formularam um abaixo-assinado que consta com mais de 39 mil assinaturas.

Permanência JÁ! | Basta de evasão indígena, quilombola e dos filhos dos trabalhadores das universidades!




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