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Bolsas de valores na Europa têm alta frente à possível vitória de Biden

A vitória de Biden pode indicar que é possível passar o novo ajuste fiscal no EUA.

terça-feira 3 de novembro| Edição do dia

Fonte da foto: Revista Veja.

Frente à expectativa de vitória do candidato dos Democratas no EUA, Joe Biden, as bolsas de valores na Europa fecharam com alta nesse dia 3, uma vez que a chegada de Biden no poder é um indicativo de que é possível passar o novo pacote fiscal no país.

O índice pan-europeu Stoxx 600 registrou alta de 2,34%, a 356,01 pontos.

"Os mercados parecem ter maior convicção agora de uma vitória de Biden e uma onda azul", aponta o BBH, sinalizando que a vitória do democrata dissolve uma incerteza que vem pairando sobre os mercados. A chamada "onda azul" democrata tem o potencial de levar o partido a uma maioria no Senado, para o qual também há eleição nesta terça, facilitando assim a aprovação de maiores estímulos fiscais.

O setor aéreo, que nos EUA já chegou a ser mencionado como potencial receptor de auxílios mesmo na ausência de um novo pacote fiscal, foi responsável por algumas das principais altas na Europa. Lufthansa (+5,49%), IAG (+3,57%), que controla Iberia e British Airways, Easyjet (+3,79%), AirFrance-KLM (+6,44%) impulsionaram as bolsas em Frankfurt, Londres e Paris.

Outro setor com alta em virtude do otimismo com a economia global foi o de petróleo, com a commodity avançando perto dos 3% em Londres e Nova York. As ações de petrolíferas no continente seguiram a tendência, e BP (2,31%), Royal Dutch Shell (1,24%) em Londres, Total (2,42%), em Paris, Repsol (2,64%), em Madri, Eni (2,39%), em Milão, tiveram altas relevantes.

Lisboa teve o avanço mais contido dentre as principais bolsas europeias, com alta de 0,76% do PSI 20, a 4.049,65 pontos. Dentre as quedas, destaque para a varejista Jerônimo Martins, com baixa de 1,01%, em meio a notícias sobre o pagamento, ou não, de dividendos pela companhia.

Entre os balanços, nesta terça a Ferrari divulgou seus resultados, e fechou o dia com alta de 7,06%. O avanço ajudou a impulsionar o FTSE MIB em Milão, que subiu 3,19%, a 18.986,24 pontos.

Em Frankfurt, a Bayer apresentou resultados, e suas ações fecharam em baixa de 0,81%. Na bolsa local, o DAX teve alta de 2,55%, a 12.088,98 pontos, terminando na máxima do dia.

Na Espanha, onde há intenso debate sobre novas medidas de restrição, o IBEX 35 em Madri fechou em alta de 2,52%, a 6 751,60 pontos. Em Paris, o CAC 40 teve alta de 2,44%, a 4.805,61 pontos.

Em Londres, a forte valorização da libra, que torna os produtos britânicos mais caros para potenciais importadores, limitou os ganhos do FTSE, que teve alta de 2,33%, a 5.786,77 pontos.

As eleições que estão acontecendo hoje mostram uma polarização entre o candidato de extrema-direita dos Republicanos, Donald Trump, e o candidato dos Democratas, Joe Biden.

Donald Trump geriu os EUA durante a pandemia de forma irresponsável e negacionista, foi responsável pelas centenas de milhares de mortes pela covid-19. Sua gestão endossou o racismo e a violência policial, expressa pelo emblemático caso de George Floyd, que gerou uma revolta gigante pelo Black Lives Matter.

Biden, por sua vez, não pode ser tido como saída ao cenário atual. Em nenhum momento o candidato se coloca como alternativa anticapitalista. Os Democratas são o partido imperialista mais velho do mundo, que procura administrar o capitalismo norte americano enquanto os negros, negras e imigrantes sofrem as piores mazelas no coração do capitalismo mundial.

É preciso se apoiar no grande levante negro que tomou as ruas diante de uma pandemia lutando contra a violência policial e o racismo. É preciso apostar na auto organização da classe trabalhadora americana para responder com uma saída de fundo e dos trabalhadores a crise econômica internacional do capitalismo.

Com informações da Agência Estado.




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