Cultura

BEYONCÉ / MARCHA DE MULHERES CONTRA TRUMP

Beyoncé apoia as mulheres contra Trump, junto com Gucci

Beyoncé raramente se manifesta nas mídias sociais mas o dinâmico cenário às vésperas da posse do misógino, racista e xenófobo Trump como presidente dos Estados Unidos, fez com que também ela se pronunciasse.

sexta-feira 20 de janeiro de 2017| Edição do dia

A artista publicou em seu Facebook uma imagem da Marcha de Mulheres Contra Trump que ocorrerá neste dia 21 em Washington, sua legenda se situando na campanha mundial lançada pela marca de luxo, Gucci, “Chime for Change”.

Desde o lançamento de seu penúltimo álbum, “Beyoncé”, em 2013, suas posições em defesa dos direitos das mulheres, das lgbts e dos negros se tornaram conhecidas e frequentes. Ainda que seus aliados nessa batalha sejam extremamente questionados ou até mesmo conhecidos por uma política genocida. Nas eleições, a artista apoiou a candidata Hillary Clinton, que foi apelidada nas redes sociais por "kill-ary", associando o começo do seu nome à palavra morte, em inglês.

Reconhecida por ser a responsável pela política externa americana genocida, a candidata apoiada por Beyoncé e Trump não puderam convencer grande parte do eleitorado negro e imigrante de ir às urnas.

Trump representa sim uma escalada na ofensiva contra as mulheres, negros, LGBTs, o magnata evidencia o caminho de penúrias contra qual a classe trabalhadora terá de se erguer nos EUA e em todo o mundo, já que é este o presidente da principal potência imperialista. Ele seguirá garantindo o lucros dos magnatas como ele, e descarregando a crise capitalista nas costas dos setores oprimidos e trabalhadores. Protegendo não os jovens que sofrem com a precarização do trabalho, mas sim garantindo os lucros dos proprietários do Grupo Kering, do qual a Gucci faz parte e apresentou no fim de 2015 um lucro de 15% em meio à crise econômica que se faz sentir nos quatro cantos do globo.

Não será possível vencer Trump ao lado de Kill-ary, nem defendendo a ideia de que será possível libertar as mulheres junto aos patrões. Trump e os republicanos, que agora tem a maioria nas duas câmaras, querem avançar sobre os direitos reprodutivos das mulheres e é necessário defendê-los verdadeiramente, não como fizeram os democratas nos últimos anos.

As mulheres em todo o mundo se levantam contra a miséria que lhes é imposta, em Washington são esperadas 200.000. Nos levantemos em todo o mundo contra o machismo e o capitalismo, sem confiar nos que nos exploram e oprimem.

Diana Assunção declarou “a vitória de um reacionário como Donald Trump só reforça a necessidade dos trabalhadores, das mulheres, dos jovens, dos explorados do mundo, de organizarem-se e sair a lutar de verdade por suas demandas em uma perspectiva anticapitalista. Se não, nada impedirá que novos Trumps apareçam ao redor do mundo para canalizar o desgaste com suas saídas reacionárias.”




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