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Nova Carreira | Basta de trégua da Apeoesp, é preciso organizar os professores para enfrentar a nova carreira

Com o retorno do recesso é fundamental que a Apeosp convoque amplamente reuniões de RE’s abertas a todos professores e assembleias. É por este caminho que será possível construir um plano de lutas e não esperar as eleições.

sexta-feira 8 de julho | Edição do dia

Foto: reprodução

A partir de agora, os professores ficarão a jornada completa de trabalho dentro da escola. A farsa da Nova Carreira irá impor que os ATPL’s sejam cumpridos dentro das escolas, muitas vezes em ambientes insalubres e sem estrutura para prepararem suas aulas, submetidos a mais controle e pressões diretas das direções, onde falta espaço de estudo, material, internet, funcionários. A obrigatoriedade já existe para os professores do PEI - outro programa de ataque do governo que está longe de ser um ensino integral de qualidade e inclusivo - e passará também aos do ensino regular. Durante as férias os professores que forem da Nova Carreira serão obrigados a cumprir 110 horas de curso na EFAPE. E no meio de todo esse caos que os professores estão sofrendo, a direção do sindicato da Apeosp que é parte do PT e PCdoB está preocupada apenas em seus interesses, transformando sindicato em um comitê eleitoral do Lula-Alckmin e Haddad.

Leia também: Armadilha e precarização: começa a farsa da nova carreira dos professores em SP.

Esse ataque por parte de Doria e Rossieli, implementados agora por Rodrigo Garcia, é uma verdadeira armadilha. Os professores estão sem saber o que fazer ou como mudará a sua rotina de trabalho, muitos que tem outro emprego, no município ou a rede particular estão sendo forçados a abandonar um dos dois trabalhos devido a enorme quantidade de horas que serão exigidas dentro da escola.

Como a nova carreira transforma parte do nosso salário em subsídio, vemos que o professor terá que arcar com todos gastos com 3 refeições e transporte para permanecer na escola. Esse ataque do governo do PSDB prevê reduções em direitos agora atacados, como por exemplo a redução da Gratificação do Trabalho Noturno de 20% para 10%, reduções no recebimento referentes ao Adicional de Local de Exercício (ALE) e redução do valor da gratificação de 75% sobre o salário dos professores de PEI para valores agora fixos.

Essa farsa da Nova Carreira está em vigor desde o início de junho, nesse mês vimos uma enorme pressão para os professores efetivos optarem pela Nova Carreira, sendo que os contratados(categoria O) tiveram sua carreira modificada compulsoriamente. Como os horários de ATPL não foram dentro da escola desde o início da Nova Carreira, esses milhares de professores terão que cumprir 110 horas de cursos online durante as férias, ou seja, o governo de SP está retirante nosso curto tempo de descanso.

A direção da Apeosp tem seguido uma estratégia puramente institucional não organizando uma forte mobilização antes nem quando esse projeto estava sendo votado da Alesp. Essa diretoria que está a frente do sindicato tem uma estratégia estritamente eleitoral de eleger o Lula com Alckmin, que é dos maiores inimigos dos estudantes e professores e eleger Haddad, o mais tucano dos petistas, que atacou a educação e os professores quando foi prefeito em São Paulo.

Nosso sindicato está colocando como solução para esse ataque apenas medidas judiciais que tentem impedir a implementação da Nova Carreira, ou seja, coloca cada professor para resolver individualmente. A orientação de procurar o jurídico é insuficiente, é necessário construirmos uma saída de conjunto para nossa categoria.

É fundamental desde já que a Apeosp convoque espaços para organizar nossa revolta contra esse ataque e revogá-lo a partir da mobilização.

Durante o recesso é obrigação do sindicato da Apeosp enviar materiais informativos ara explicar e denunciar cada detalhe dessa farsa do Nova Carreira pois existe uma política consciente por parte do governo e da Seduc de desinformação que vemos entre os professores nas escolas para não termos dimensão dos ataques e não consigamos nos organizar.

É necessário usar lives amplamente divulgadas, algum espaço na TV aberta, materiais informativos com grande destaques em todas redes sociais do sindicato, enviar por correios materiais explicativos e dessa forma ser possível organizar um plano de luta que revogue esse ataque e os professores possam decidir como deve ser suas carreiras.

Com o retorno do recesso é fundamental que a Apeosp convoque amplamente reuniões de RE’s abertas a todos professores, assembleias, é por este caminho que será possível construir um plano de lutas e não esperar as eleições.




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