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MANIFESTAÇÕES 19J | Basta de divisão! Pela unidade de estudantes e trabalhadores nas ruas no 19J

Os 19 de junho será um dia de manifestações de rua chamado para defender o Fora Bolsonaro e a vacinação de toda população. Essa data tem que servir para impulsionar nossa luta e organização para combater a crise sanitária e os ataques de conjunto, unificando os trabalhadores com a juventude.

sábado 12 de junho | Edição do dia

Já são mais de 480 mil mortos por coronavírus desde o começo da pandemia no Brasil. No dia 29 de maio, dezenas de milhares de estudantes saíram às ruas em resposta aos cortes nas universidades federais, que fariam com que faculdades como UFBA, UFRJ e outras tivessem que fechar as portas. Porém essas manifestações não eram somente contra estes cortes, mas também pelo Fora Bolsonaro, contra todo o reacionarismo e negacionismo desse governo, e por vacinação para toda população.

E ao contrário de como tentam se postular alguns atores do regime pós golpe, como governadores e o próprio STF, eles não representam nenhum tipo de alternativa “racional” ao bolsonarismo, pois não garantiram medidas sanitárias básicas, como EPIs, testes massivos, e mais recentemente também não garantiram vacinas para toda população. Ao contrário disso, no que diz respeito aos ataques que precarizam a vida dos trabalhadores, eles juntamente com o congresso, os governadores e todos os integrantes do regime estavam unidos, como na aprovação da MP 936 ou na privatização da Eletrobrás.

O dia 19 de junho, apoiado tardiamente pelas centrais, não pode servir simplesmente como palanque eleitoral para Lula em 2022. Que além disso, dividem a luta chamando um dia de mobilização no dia 18 nos locais de trabalho "para apoiar os atos do dia 19 de junho", separando os trabalhadores da luta dos estudantes e demais movimentos sociais. Seguindo o mesmo caminho de divisão da luta que fizeram no dia 29 de maio onde não convocaram os trabalhadores a se somar aos atos e chamou o dia 26 de maio como um dia de mobilização e um ato simbólico em Brasília. Ao invés dessa divisão, as centrais poderiam estar organizando a luta de forma efetiva, convocando uma paralisação nacional, e organizando desde as bases os trabalhadores nos seus locais de trabalhos através de assembleias democráticas onde os trabalhadores possam se colocar e organizarem a mobilização.

É a lógica de esperar até 2022 e tentar ao máximo conformar uma frente amplíssima, que passe pelos setores de esquerda abrangendo também golpistas e grandes figuras da direita, como FHC e Sarney, que faz com que Lula, o PT e as centrais que dirige apostem não na construção de fortes mobilizações, mas em mobilizações de pressão apenas. Enquanto isso, Lula acena para todo o empresariado falando em abrir o capital da caixa e não questionar uma linha dos ataques passados nos últimos tempos.

No caso dos governadores, foram vários, como Doria, Zema, Leite, entre outros, os que forçaram uma reabertura insegura das escolas, o que custou milhares de vidas entre trabalhadores da educação e alunos. O STF, que é visto inclusive por setores de esquerda como um aliado, recentemente aprovou a realização da Copa América no Brasil, concordando com a absurda política bolsonarista, que devido ao cancelamento da realização da Copa na Colômbia, devido às manifestações massivas protagonizadas pelos trabalhadores e estudantes, concedeu a Conmebol o direito de realizar o campeonato no Brasil.

A nada leva a estratégia eleitoral e um FiqueEmCasa acrítico, precisamos de um forte dia 19, com juventude e trabalhadores juntos. Outra expressão da estratégia eleitoral é a saída recente de Marcelo Freixo do PSOL para o PSB, mesmo partido golpista de Paulo Câmara, que preparou sua polícia militar pra reprimir fortemente as manifestações do 29M no Recife, com bala de borracha no olho de dois trabalhadores, spray de pimenta no rosto de uma vereadora do PT, que prendeu um artista.




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