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Conune | Basta de Conune burocrático e com a direita! A Oposição precisa organizar uma plenária já

Não temos direito a voz e a voto para estudantes, enquanto o palanque para MDB, REDE, PSB Ciro e reitores está aberto. Diante desse cenário, chamamos a oposição de esquerda a romper com a conivência política com a direção majoritária e organizar uma plenária unificada onde possamos debater como organizar a luta para fortalecer a construção da mobilização contra Bolsonaro e Mourão desde a base.

sexta-feira 16 de julho | Edição do dia

Foto: Edward Madureira, reitor da Universidade Federal de Goiás, responsável pelo corte de bolsas para 613 estudantes em 2020

Em meio a uma crise enorme do país, com atos que demonstraram a disposição de luta da juventude, a majoritária da UNE (União Nacional dos estudantes) UJS, o PT e o Levante não fazem qualquer questão de que o CONUNE sirva para organizar os próximos passos do movimento estudantil.

Enquanto a maioria dos estudantes sequer sabem que está acontecendo o CONUNE, organizam mesas sem espaço de intervenção para os estudantes; no zoom, calam quem é crítico como no Encontro LGBT, enquanto chamam inimigos como convidados de honra, como Marcelo Castro do MDB, acusado de corrupção que chamou a reforma da previdência de imprescindível; dá espaço para Rede e PSB que votaram pelas reformas contra os trabalhadores, e para reitores, como o da UFG retirou a bolsa de 613 estudantes.

Se as correntes da oposição de esquerda (composta pelo Juntos, CST, RUA, Afronte e outras organizações do PSOL, PSTU, UP e PCB) à direção majoritária da UNE permitirem, esse será o sentido geral do congresso, 100% antidemocrático e sem servir em nada para que as mobilizações de fato ameacem o governo Bolsonaro e Mourão. Para a majoritária, se trata de chancelar suas próprias posições, o que envolve aumentar a confiança na direita para transformar todo o ódio da juventude em uma ampla aliança com a direita para as eleições de 2022.

Chamamos as organizações que se colocam como oposição de esquerda a não aceitarem essa lógica, romperem com seus acordos feitos por cima junto da majoritária e conformarem conosco e independentes uma plenária unificada de oposição para construir um espaço unitário de debates, que possa colocar nas mãos dos estudantes a batalha contra esse governo que quer para a juventude postos precários de trabalho e cortes nas universidades.

Frente aos 530 mil mortos e à perspectiva de privatização da Eletrobrás e dos Correios, o papel desse congresso deveria ser o de organizar o movimento estudantil em cada universidade e não chancelar uma troca de cargos entre as correntes. Nessa plenária de oposição poderíamos conformar um espaço realmente democrático, onde os estudantes pudessem se expressar, com direito a voz e voto, assim como retirar um plano efetivo para articular, em cada universidade e centro acadêmico do país, a auto-organização dos estudantes para potencializar o papel das entidades estudantis, denunciando também o papel de entrave da nossa luta que cumpre a burocracia da majoritária e exigindo que os estudantes possam de fato decidir os rumos da UNE.

Não pode ser que a oposição composta pelo Juntos, CST, RUA, Afronte e outras organizações do PSOL, PSTU, UP e PCB simplesmente aceitem passivamente que esse congresso sirva como palanque para reacionários e reitores sem batalhar pela democracia de base e um plano de lutas efetivo contra Bolsonaro e Mourão. É necessário que organizemos uma plenária aonde, por exemplo, poderíamos aprovar um conteúdo unificado para uma carta de chamado às centrais sindicais, onde os estudantes pudessem panfletar para os trabalhadores em todo o país, mostrando nossa disposição para colaborar na construção de uma greve geral.

Essa plenária poderia servir como uma experiência democrática superior às "Assembleias Povo na Rua", que PCB, UP e Juntos vem levando a frente que são lives em que poucos estudantes falam e é um referendo das posições das direções das organizações. Diferentemente, uma plenária com voz e voto poderia colocar a luta na mão dos estudantes, para levarmos para cada universidade do país a proposta, por exemplo, de retirar representantes por curso e conformar um comando nacional de delegados que seja um verdadeiro organismo de organização da nossa luta.

Há muitas diferenças de como encarar a luta contra Bolsonaro e Mourão, mas a conformação de um polo anti-burocrático de esquerda, como seria uma plenária como a que estamos propondo, independente das posições da UJS, PT e Levante, cumpriria um papel para todos aqueles que estejam participando do CONUNE debatam ideias abertamente, a fim de avançar para de fato servir para organizar a luta contra Bolsonaro, Mourão e os ataques, com propostas para potencializar a mobilização dos estudantes por todo o país.




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