ELEIÇÕES 2020

Barroso criminaliza protestos no Amapá e suspende eleição

domingo 15 de novembro| Edição do dia

O presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, em coletiva de imprensa confirmou o adiamento das eleições no Amapá, seguindo pedido do desembargador e presidente do TRE, Rommel Araújo. Barroso afirmou que tomou essa decisão consultando ainda o diretor geral da PF, da ABIN e o estado maior do pelotão do exército situado no Amapá. A decisão foi tomada depois das manifestações que a população realizou devido ao caos social e a falta de qualquer medida pelas autoridades. Os protestos que a população realizou, de acordo com os moradores de Macapá já somaram 94 em todo estado e são compostos por trabalhadores, população pobre, comunidades indígenas e quilombolas e que foram brutalmente reprimidas pela polícia que cegou crianças

Ele ainda recebeu uma ligação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM) e do senador Randolfe Rodrigues (REDE) reforçando a necessidade de suspender as eleições na cidade. Não podia se esperar menos de Alcolumbre que em meio a essa crise declarou que quem saia perdendo com o apagão no Amapá era seu irmão Josiel Alcolumbre e não a população.

A população do Amapá segue nas ruas protestando contras as condições em que se encontram, não parece desproposital que justamente nessa cidade Barroso tenha suspendido as eleições e nas demais cidades do Macapá elas se mantenham. E não à toa Barroso e as forças repressivas que dão total apoio a essa decisão, tentam criminalizar as manifestações como justificativa para suspender as eleições, afirmando que são facções criminosas que estão organizando os protestos. Um absurdo criminalizar moradores de bairros periféricos, comunidades quilombolas e a população amapaense suas manifestações contra a situação de calamidade em que se encontram, justamente para adiar uma eleição que coloca em cheque candidatos como a irmão de Alcolumbre de se elegerem.




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