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Combate ao desemprego | Barrar as demissões e impor novas contratações com redução de horas e sem corte salarial

No Brasil de Bolsonaro e Mourão, os empresários e todo o regime político que aprova reformas e ataques nos colocam para escolher entre o desemprego ou o trabalho precário, com salários baixos e sem direitos. É urgente defender novas contratações com redução de horas para que haja emprego para todos e sem redução salarial.

Lara ZaramellaEstudante | Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo

sexta-feira 30 de julho | Edição do dia

Imagem: Divulgação

Atualmenteno Brasil de Bolsonaro e Mourão estamos vivendo uma situação histórica de recorde do nível de desemprego, chegando a mais de 14,8 milhões de brasileiros que não têm trabalho. Não bastasse essa situação calamitosa, a crise econômica e social agravadas pela pandemia, fez aumentar a miséria e precariedade das condições de vida e trabalho, com milhares de demissões acontecendo frequentemente, milhões de famílias passando fome, crescimento do emprego precário e informal.

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A crise que atravessamos mundialmente, ainda que com respiros e melhoras desiguais entre os países, aqui no Brasil vemos um aprofundamento da miséria. Com a pandemia da Covid-19 desde 2020, vemos a situação se aprofundando e os interesses entre as classes sociais ficando cada vez mais antagônicos. Enquanto milhões de trabalhadores passam frio, fome, trabalham cada vez mais horas por dia, com menos direitos e segurança frente à pandemia, um punhado de poucos empresários e banqueiros lucram como nunca, descarregando toda essa crise sobre nossas costas.

Diante dos impactos da pandemia na economia o que vimos e seguimos vendo é empresários decidirem demitir milhares do dia pra noite, abrindo espaço para o trabalho terceirizado, precário e informal, em que se paga menos e se explora ainda mais.

Desde a aprovação da reforma trabalhista, da previdência, até as últimas medidas provisórias e projetos de lei e reforma que flexibilizam contratos, direitos e condições trabalhistas, vemos como em meio à crise a saída para os capitalistas é clara e evidente: o trabalhador deve escolher entre o trabalho precário ou o desemprego.

Todos esses ataques e reformas vêm no sentido de precarizar os postos de trabalho, com salários mais baixos e flexíveis, com menos direitos garantidos, aumentos índices de acidentes de trabalho, assédio moral e piorando as condições de vida da classe trabalhadora que passa a fazer fila para comprar osso em um principais países exportadores de carne.

E do outro lado, vemos um exército de desempregados que só cresce a cada dia. Não é intenção do governo acabar com o desemprego. O capitalismo precisa desse “exército de reserva” de desempregados, pois havendo oferta de emprego reduzida, os trabalhadores são obrigados a aceitar se submeter a empregos degradantes com baixos salários para sustentar suas famílias.

É por isso que para combater o desemprego e a precarização das condições laborais, é preciso defender novas contratações com redução de horas, sem redução do salário, para que todos os trabalhadores, jovens, tenham direito ao trabalho, assim como ao lazer e usufruir da própria vida.

Essa política vai na contramão do que os capitalistas querem, combatendo e confrontando a política do governo Bolsonaro e de Paulo Guedes que querem precarizar cada vez mais nossas vidas, e de todo o regime político que apoiou a aprovação de cada uma das reformas e ataques, especialmente desde o golpe institucional de 2016.

É preciso defender nossos direitos e levantar políticas que ataquem o lucro dessa minoria de empresários, políticos, juízes e banqueiros. Não podemos mais aceitar que nossas vidas sejam rifadas em nome dos lucros deles. A pandemia já matou mais de meio milhão de brasileiros, fruto da política negacionista de Bolsonaro e da sede de lucro das empresas que contaram com o respaldo de governadores e todos os políticos deste regime. Não vamos escolher entre morrer de Covid-19, de fome ou em postos de trabalho precários. Nossas vidas valem mais que o lucro deles.




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