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Indígenas | Barbárie: Associação Yanomami denuncia morte de duas crianças indígenas pelo garimpo ilegal

Segundo a Hutukara Associação Yanomami, duas crianças do povo Yanomami teriam sigo tragas por balsa de garimpo ilegal e levadas pela correnteza.

quinta-feira 14 de outubro | Edição do dia

IMAGEM: Foto: Victor Moryama/ISA/Divulgação

Na última quarta-feira, foi denunciada a morte de duas crianças do povo Yanomami, que teriam sido sugadas pela estrutura de uma balsa de garimpo ilegal em Roraima, pela Hutukara Associação Yanomami.

Segundo a associação, as crianças, de cinco e sete anos, estavam brincando num rio próximo a sua moradia, quando foram tragados pela balsa de garimpo instalada na região e levados pelas correntezas.

Com o desaparecimento das crianças desde terça-feira, a associação contatou o Conselho de Saúde Indígena Yanomami e Ye’kwana (Condisi-Y), que por sua vez, buscou a Funai e também o Corpo de Bombeiros para procurá-los, tendo enquanto resultado o encontro de um dos corpos das crianças na região.

Essa barbárie fruto da exploração ilegal que segue avançando em terras indígenas, ultrapassando a marca de 3 mil hectares só na Terra Indígena Yanomami, vem não só destruindo o meio ambiente, degradando florestas e outros aspectos da natureza, como também a partir de situações como essa.

O garimpo ilegal, assim como a exploração de terras promovida pelo agronegócio trata-se de uma marca constante deste regime e deste governo, que aplica ataques todos os dias as comunidadades indígenas e quilombolas, ao mesmo tempo que legitima e impulsiona o fortalecimento político e econômico de seus maiores algozes, através de leis como a PL 490 do Marco Temporal, e que vem se tendo uma forte resistência a partir dessas comunidades contra essa situação.

Mais do que nunca, é necessário repudiar essa situação, assim como não admitir que se perpetua essa relação de destruição de vidas e do meio ambiente promovidas por este governo e também por este sistema irracional, cujas consequências mais duras se aprofundam a cada dia.

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